Virginia Costa

domingo, 12 de julho de 2009

BANKSY

Robin Gunningham (ou Robert Banks) é um grafiteiro inglês que assina sob o pseudônimo de Banksy. É de Bristol, 34 anos. Ninguém conhece seu rosto e raramente dá entrevistas. a única coisa que ele permite ser público é seu trabalho. É o Zorro da atualidade, como já o apelidaram. Diz a lenda que apenas um jornalista do Guardian de Londres o viu. Só dá entrevistas por telefone e e-mail, desenha as mazelas da sociedade de maneira muito inteligente, tem quatro livros e inventou um modo de ficar rico com o grafite político. Os pais dele não sabem da fama do filho: "Eles pensam que sou um decorador e pintor".Dizem que ele nunca foi pego em flagrante.
Na abertura do seu livro “Wall and Piece” ele diz o seguinte:
“Apesar do que dizem, o grafite não é o jeito mais baixo de se fazer arte. É na verdade uma das mais honestas formas de expressão artística. Não há elitismo ou hype, a obra é exibida nas melhores paredes que uma cidade tem para oferecer e todos podem apreciar, já que nenhum centavo é cobrado.”
“As pessoas que comandam nossas cidades não entendem o grafite pois acham que nada tem o direito de existir a não ser que eles lucrem com isso. Eles dizem que o que fazemos assusta as pessoas e é um símbolo do declínio da sociedade, mas o grafite só é um perigo para três tipos de pessoas: políticos, publicitários e pessoas que escrevem sobre o grafite.”
Em telas e murais faz suas críticas, normalmente sociais, mas também comportamentais e políticas, de forma agressiva e sarcástica, provocando em seus observadores, quase sempre, uma sensação de concordância e de identidade."
Sua técnica é a do estêncil que ele prepara cuidadosamente em casa e na rua basta o tempo para fixá-lo, ou fixá-los se vários, e utilizar o spray. Consegue o efeito quase fotográfico de algumas figuras. Alguns graffiti de Banksy valem mais do que as próprias casas nas quais eles foram pintados. Londres 2005- governo de Tony Blair
Os locais por ele escolhido são os mais diversificados. Tanto pode ser um muro em um local abandonado, como uma parede de uma loja em uma rua bem movimentada de uma metrópole; pode ser Berlin, em um monumento russo, ou na Faixa de Gaza. (…)
Estudante de arte na faculdade, Banksy se utiliza de elementos da pop art e de imagens já conhecidas e codificadas para, inserindo novos elementos, construir uma nova obra, sempre com uma grande conotação política.
Have a nice Day!

A verdade é que o artista é conhecido pela ironia como trata o comportamento da sociedade contemporânea, explorando conflitos políticos, o consumo exacerbado e a paranóia da insegurança
Recentemente, além de ter inaugurado sua exposição “Santa’s Guetto” em Belém, em plena Praça da Manjedoura, Banksy pintou o muro que separa a Palestina de Israel. O famoso e criticado “Apartheid Wall”.
Performático, Banksy já entrou anonimamente em museus como o Louvre, a Tate, o Metropolitan e inseriu obras ou elementos em obras existentes.Uma das suas ações mais conhecidas foi um plano coordenado para infiltrar quatro dos mais importantes museus de Nova Iorque no mesmo dia. E conseguiu. Primeiro levou o seu próprio quadro de uma lata de sopa para dentro do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque, pendurando-o numa parede. O quadro permaneceu ali três dias, sem ser notado. A segunda intervenção deu-se no Museu Brooklyn. Banksy colocou lá uma tela a óleo mostrando um almirante da era colonial, ao qual ele acrescentou uma lata de spray e frases anti-guerra como pano de fundo. Os outros dois “alvos” foram o Metropolitan Museum of Art e o Museu Americano de História Natural. Neste último, Banksy colocou um besouro com umas asas de caça-bombardeiro e mísseis presos ao corpo.
As figuras de Banksy são quase tridimensionais: saltam de muros, atravessam paredes, avançam no espaço.Seus trabalhos de grafite ao ar livre são os mais conhecidos, mas Banksy faz também desenhos, pinturas, instalações e esculturas que são, atualmente, vendidas por algumas milhares de libras em galerias pelo mundo.Compradas, na maioria das vezes, pelas mesmas pessoas retratadas e criticadas em suas obras e que já o tornaram um dos “artistas marginais” mais famosos e ricos da Inglaterra. Ainda que anônimo.

Em outubro de 2008, numa empena cega de Nova York, Banksy pintou esse rato da foto abaixo com a frase "Que eles comam crack", fazendo uma alusão ao crack da bolsa, à droga e a frase atribuída a Maria Antonieta -"Que eles comam brioche"- quando foram contar à rainha que os pobres não tinham nem pão pra comer.

Garoto pobre que não se adaptava na escola, começou a grafitar, encontrou na ilegalidade do grafite uma forma expressão e contestação do sistema.
Nova orleans 2008 no governo do Bush
Fontes: Raul Diário da Áustria , Zuleika, Douglas Mendez, camilayahn.wordpress.com/

Um comentário:

Anônimo disse...

Maravilhoso o trabalho desse cara!!! desafiando tudo e a todos!!!