Virginia Costa

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Tia Lígia teve que ir.


Tia Lígia era bonitinha que só, mas isso foi o menos importante. Nesse momento está sendo rezada sua missa de sétimo dia. Vou sentir muita saudade dela.
Quando a gente tem uma boa sintonia com uma pessoa, a gente se lembra de tudo que ela gosta e de todos os bons momentos vividos juntos, dos seus foras, suas manias e suas paixões.
Tia Ligia tinha umas coisas que só ela mesmo. Quando sabia que algum sobrinho estava em trânsito, ia logo acender uma velinha pra Nossa Senhora. Se fosse o Ricardo, então era uma vela maior ainda. Sobrinho preferido. Mas eu nem sentia ciúmes por que eu também me sentia muito querida. Outra coisa é que se alguém dizia que ira viajar pra Paris, por exemplo, ela logo dizia: Lá ta 5oC . Adorava um canal do tempo! Pode ?
Também adorava Corrida de Fórmula 1, revista Caras, caras revistas de decoração, pimenta das bravas, banho de espuma, roupas beije e colar de pérolas, gostava de viajar,de tocar violão e cantar em francês. Tocava piano também. Era ou não era charmosa ?
Agora, paixão mesmo ela tinha pelo neto Rafael. Esse nenhum dos sobrinhos conseguiu superar. É justo.
Acho que na sua casa, não houve um dia que não aparecesse por lá um sobrinho ou dos amigos dos filhos pra bater papo. Sempre tinha um cappuccino, um pão de queijo e principalmente uma boa ouvinte e um colinho nas horas difíceis.
Ela sempre me chamou de Gina McPherson. Sempre, desde que me entendo por gente. Não sei de onde ela tirou isso.
Embora adorasse sapatos de salto alto, estava sempre em busca de um par de sapatos que acomodasse os joanetes. Mas briga feia mesmo foi pra deixar de vez o Hollywood. Uma judiação. Foi duro pra ela. Acho que daí em diante a vida perdeu um pouco a graça pra ela.
Vou sentir saudade dos nossos papos caminhando na praia seguidos de caipirinhas e muita risada.
Ela fazia um vatapá e um cassoulet como ninguém. Deu-me um caderno de receita com todos os seus segredos, tudo escrito a mão. Fiquei muito comovida.
Só não fico mais triste por perdê-la por que sei que ela teve uma vida feliz e que agora vai adorar rever seus pais e irmãos e seu amado “Virson”, como ela o chamava.
Foi a última das tias queridas, uma pena. Ficaremos sem ninho, sem colo e sem referência familiar.
Mande um abraço apertado a todos lá no céu, tia Lígia. Aproveite a festa ! A gente se vira por aqui. Tentaremos seguir seus exemplos.
Beijo
Gina Mc Pherson

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

SÃO BENTO DO SAPUCAÍ

Feriado prolongado, pé na estrada, mão no volante e olho na paisagem e nos buracos. Fui passar o Carnaval em São Bento do Sapucaí. Fica na micro região de Campos do Jordão a 886 metros de altitude. A população estimada em 2004 era de 11.207 habitantes.
Abriga um dos pontos mais altos do estado de São Paulo, o complexo do Baú, que é formado por três montanhas de pedra: Bauzinho, Pedra do Baú e Ana Chata.
Carnaval sem glamour mas nem por isso menos divertido. No caminho passei por Santo Antonio do Pinhal e também conheci Gonçalves.
Imagine minha surpresa quando, fazendo uma caminhada, descobri essa linda capelinha. Voltei no dia seguinte para conhecer o artista. É Angelo Milani, que também é pintor e escultor de renome internacional. Sua mulher ajudou também na obra.
Ele começou a faze-la no intuito de acrescentar mais uma opção turística para a cidade. Aos poucos as pessoas começaram a trazer os anjos e santinhos quebrados . O conjunto é encantador.
Com uma carreira consolidada, Angelo fez exposições coletivas e individuais em vários países.
Angelo Milani e eu.
Ele abandonou a engenharia em 1981 para se dedicar exclusivamente as Artes Visuais.
Suas esculturas com recortes de compensado naval são fantásticas.
Adoro esses estandartes!
A cidade é pequena, acolhedora e hospitaleira. Por estar na Serra da Mantiqueira e a cerca de 40Km de Campos do Jordão, oferece clima similar.
Não perca por nada nesse mundo a "empadão mineiro", o irmão nobre da coxinha. É essa bolona aí com 99 % de recheio de frango, massa super fininha. É frito em pequenas quantidades toda hora na lanchonete da rodoviária.
BAIRRO DO QUILOMBO: espaço para artesanato de raiz e resgate de cultura .O povoado data de mais de 200 anos atrás, quando primeiro se formaram as comunidades de escravos fugidos de sua condição desumana de vida, na esperança de construir uma vida melhor. As festas promovidas no bairro são animadas por danças folclóricas dos escravos, música, poemas, missas cantadas, comidas, vestimentas e relações humanas que carregam consigo a nossa própria história.
Foi lá que conheci o atelier de Ditinho Joana, ex-lavrador que abandonou enxada e foice por ferramentas de esculpir.
Iniciou seu trabalho de escultor em 1976 procurando dar forma a um pedaço de raiz que ele próprio encontrou ao capinar. Ele registra com muita sensibilidade a comunidade rural. Autodidata, percebeu que poderia transformar pedaços de madeira utilizando apenas canivete, machadinha e formão improvisados por ele próprio. Ainda hoje, usando as mesmas ferramentas, executa suas esculturas em um único bloco, isto é, sem encaixes ou colagens, somente esculpidas em madeira de lei como o Jacarandá e Pereira. Retirando a casca e a madeira, utiliza apenas o cerne, que por sua rigidez, impede a formação de trincas e carunchos que danificariam suas esculturas. Profundo conhecedor dos antigos aspectos e costumes da vida rural, trasmitiu ao seu filho Adriano Joana todo seu conhecimento e sua técnica de trabalho. Seus trabalhos foram levados para o exterior através de Gianni Gelleni, editor de artes da Bréscia, Itália.

No cartão de visita do Ditinho está escrito: A botinha representa a nossa caminhada da vida. Subi e desci. Andei depressa e devagar. Cansei e descansei. Entristeci e me alegrei, e assim sempre caminhei. Hoje estou gasta e cheia de marcas, mas com certeza valeu a pena.

Ditinho Joana retrata em suas peças, esculpidas em um pau só, o povo antigo da região e suas atividades de trabalho, entre elas, os engenhos de cana-de-açúcar, os alambiques e ainda a bota, ícone da cultura caipira. "As botas, apesar de serem peças menores, são as que fazem mais sucesso. Feita meio rasgada e bem usada, ela demonstra as marcas do sofrimento do trabalhador rural." Ditinho adora uma prosa e o atelier é muito bonito.
Daí eu vi no Restaurante Trincheira, que fica na Pousada Quilombo, essa linda miniatura de pizzaria. Muito realista, charmosa e ainda por cima animada. O artista é Roberto da Rocha.
São várias as opções de hospedagem, desde hotéis mais sofisticados, passando por pousadas aconchegantes, pousadas familiares estilo "albergues" ou ainda moradores que alugam quartos para hóspedes. Esta é a vista que se tem na Pousada do Quilombo.

Nesta mesma pousada fica o MUSEU DA REVOLUÇÃO DE 32 Estrutura construída em pau-a-pique sobre uma trincheira original, nos moldes da época da Revolução Constitucionalista. Conta com fotos de eventos históricos, peças e armas. Acesso gratuito.
Roça Chic. Antiquário e restaurante charmoso, com toques criativos de Angelo Milani por toda parte.

Também não poderia faltar um banho numa das cachoeiras de lá. Bom pra curar ressaca e tirar a urucubaca! hehehe! Ah! meu cabelo ficou super macio depois do banho nessa água fria. A ducha é super forte, se bobear perde o maiô.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Dale Chihuly

Me apaixonei pelo lustre abaixo, no Victoria & Albert Museum em Londres. Quis saber se havia mais alguma peça do artista no museu.
Tinha esse vaso preto. Maravilhoso
Dale Chihuly é americano. A série abaixo chama-se Macchia.

Para fazer essa série usou mais de 300 cores de vidro. Ele não é incrível ?
Tudo que ele faz é lindo. Vale a pena dar uma olhada no site dele.
Essa outra série chama-se Soft Cylinder
O artista trabalhando. Ele é o da direita.
Estes são da série Persian
Parede de vidro

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Beautiful Candles





Velas de diferentes locais tais como Handmade Bali, Crafted Candles, I Love Fundraising, Martha Stewart, Honolulu Soap Co

domingo, 15 de fevereiro de 2009

RECYCLING

Diversos usos para as travessas feitas de hashi
Porta chaves de cartão telefonico usado. Comedor para pássaros com telhado de caixa de DVD
Os pés de abajours são de Merav Feglin. O outro usa radiografias na cúpula.
Peças de Todd Muffatti.

Margaridas feitas de placas de automóvel de Aaron Foster
Peças de Erez Mulai, Suíça.
As margaridas são de lata, de Yoav Kotik, Suíça. O bar todo feito de latas fica na Africa
Lixeira de sacolas plásticas de Jieyu. Galinhas africanas
Vasos e cavalo são feitos de pneus reciclados
Mandalas de sacolas plásticas de Virginia Fleck, de Austin
Cadeiras de skateboard, de tacos de hockey e de talheres

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The Most Amazing Bathrooms

O banheiro público no centro de Kawakawa, Bay of Islands, é criativo e democrático.
Ganhou o premio num concurso mundial. Foi desenhado em 1997 por Friedensreich Hundertwasser, um famoso arquiteto e pintor austríaco que morreu recentemente. As cores, os mosaicos, os cacos de azulejo e os vidros lembram Gaudí . O prédio tem um telhado de grama.


As garrafas embutidas na parede deixam entrar a luz natural.
The Shoji Tabuchi Theatre, Branson, Missouri, USA
No high tech gizmos, no sleek Feng Sui, only good old-fashioned hedonism. The women’s room has a fountain, wainscoting, stained glass appointments and an Empire tin ceiling. Live orchids lay nestled at every granite and onyx pedestal sink. The fixtures are carved from black Italian marble and gold. Voluminous chandeliers soar overhead. The air is fragrant with 80,000 fresh violets (used per month). But in this glut of material luxury, simple needs are remembered--a rocking chair is placed at the changing nook.
The gents facility is equally gorgeous yet manly with black lion head sinks, black leather chairs and a marble fireplace. The burled walnut mirror was built in 1868. Men can bond over the hand-carved mahogany billiard table.








One of the most unusual aspects of the John Michael Kohler Arts Center’s 99,000 square-foot facility is its six public washrooms, each of which was created by an outstanding American artist in the Arts Center’s renowned Arts/Industry program. Initiated in 1974 as a means of supporting artists, Arts/Industry gives artists the opportunity to create whole new bodies of sculpture and other works of art using the facilities, technologies, and materials of nearby plumbingware manufacturer, Kohler Co. Up to 22 artists from around the world spend 2-6 months each year in residence in the company’s pottery, iron and brass foundry, and/or enamel shop creating works they could not undertake in their own studios.


Cynthia Consentino


Exclusively using a cobalt blue reminiscent of delicate Staffordshire ceramic dinnerware, Ann Agee has depicted the many ways in which water is used, from car washes, to sewage plants, the shores of Lake Michigan and shelves of bottled water. The one urinal in the men's room is a humorous explosion of protozoans one would find looking at a drop of water under a microscope."


New York Artist Matt Nolen created this work on commission. These three urinals, as well as three sinks, two stalls and all the walls of the restroom depict changing architecture styles from ancient Egypt to current time on one wall.�The rulers of each period are depicted along the other wall. The restrooms at the Art Center were featured on the Discovery Channel's program, 'The World's Ten Best Bathrooms.' This urinal is named 'Lord.'"