Virginia Costa

sábado, 13 de novembro de 2010

O jeito londrino de ser

Os ingleses não são muito diferentes dos brasileiros. Alguns  detalhes porem, me lembram que não estou em casa.
Um deles, que me irrita um pouco, é a rapidez no atendimento. Sou obrigada a ser rápida, achar as moedas rápido etc. Mas isto é problema meu e não deles, né? Uma coisa legal é que aqui pode-se estacionar dos dois lados da rua, mesmo na contra mão.
" Marronzinho" tem pra todo lado, dia e noite. O mesmo inferno dai.
Por outro  lado eles permitem que suas vovozinhas, velhinhas "antigas" mesmo, andem pelas ruas sozinhas, de andador, de rodinhas, sei la. Será que elas chegam em casa algum dia? Existem outras menos antigas, mais regateiras que bebem nos pubs e depois vão pra rua? Pode? As nossas são tão comportadas (pelo menos na rua).
 Se um inglês esbarra na gente, pede mil desculpas,um exagero, da até vontade de mandar parar de fazer drama.
Ir ao banheiro na rua aqui chega a ser um caso sério. Eles economizam, não gostam que as pessoas usem. Alias, isto é na Europa toda. Ou você consome alguma coisa no local ou trate de procurar um Mc Donalds. 
Impressionante como bati o recorde de só pedir informação para quem não era daqui. Não acertei nenhum.Acho que eu escolhi os que estavam parados por que os ingleses estavam ou correndo ou no celular. Tenho a impressão que 60% da população são estrangeiros. Pelo menos é o que vejo na rua.
 Notei também uma mudança no comportamento das pessoas no metro. Na primeira vez a maioria lia aqueles jornais gratuitos. Na segunda a maioria lia o Código da Vinci, na terceira brincavam com o celular e agora metade dorme e metade fica em pé espremida procurando lugar pra sentar por que de um modo geral anda tudo  tão apertado que não da pra virar a pagina. O dó!
 Falando serio, só tenho elogios, afinal manter por volta de 12 milhões de pessoas indo e vindo direitinho todos os dias não e fácil não. Sem tumulto, sem barulho ou bagunça, tudo organizado. O pov
ão Londrino é educado, afetivo, caridoso, muito engajado em varias causas coletivas e meio neurótico por comida saudável. Não da para convidar pra feijoada. Acho que mata.
 Então, desde o esbarrão na rua até a feijoada  percebemos que ambos fazem e reagem diferente, pero no mucho e que também é só ensinar que a gente aprende, não é ?
Nas vitrines tenho visto muita camisa xadrez, para homens e mulheres. Para as mulheres, vestidos rendados, blusas, detalhes rendados, super pastel, bem feminino, adorei. As adolescentes, assim como ai, continuam com pouquissima roupa no inverno, batendo o queixo e mostrando as pernocas bonitinhas.
Dai reparei também muita gente de patinete, gente grande e crianças bem pequenas.
Ah!! E os carrinhos de bebe!!!!! Gente, nunca vi nada igual. Agora da pra falar como disse aquele "moço", os nossos são umas carroças. Os  daqui tem de 2 andares, tem pra duas pequenas e 1 grande, tem para 3,tem uns que parecem uma charrete fechada com toldo que você nem vê quem ou quantos estão dentro hehehe. Exagero meu, mas os carrinhos estão anos na frente dos nossos, talvez por causa do mau tempo daqui ou por que as mães não tem com quem deixar os filhos.
Estas fotos lindas do outono eu tirei logo que cheguei aqui, agora já não tem mais estas folhas coloridas.

Um comentário:

Jorge Fernando disse...

Vi, parece que a gente está aí, tal a sua riqueza de detalhes. Muito boa sua narrativa do cotidiano. Dá até para imaginar as situações. vc é uma ótima narradora...mais uma qualidade entre os tra tantas. Para um livro falta pouco e dou maiorrrrapoio!!
Miss u, loirinha!.