Virginia Costa

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Seashell Ideas

O embaixador Osvaldo Orico registra que outrora era comum adornar as salas com vistosas conchas de caracol. Era sintoma de bom gosto possuir sobre os consoles aquelas espécies coloridas que a ciência batizou com apelidos arrevezados. As crianças vinham ouvir, no côncavo do búzio, se a maré estava na enchente ou na vazante. A moda passou, e as famílias retiraram de suas salas os rosados caracóis. A transição foi rápida, porque espalhou-se a lenda de que objetos tirados do mar davam azar.
Osvaldo Orico - Embaixador, escritor, folclorista, membro da Academia Brasileira de Letras O trecho presente foi extraído do livro “Vocabulário de Crendices Amazônicas” - Cia. Editora Nacional. Rio de Janeiro, 1937.


Pé de pato, mangalô, três vezesE-mail
Escrito por Bruno Hoffmann   
Não adianta tentar escapar. Mesmo os mais céticos são um pouco supersticiosos. “Evitar superstição já é outra superstição”, dizia o filósofo inglês Francis Bacon. A máxima vale ainda mais em terras brasileiras. A mistura de lendas indígenas, europeias e africanas criou vasto cardápio de crenças e mandingas.
Boa parte de nossas crendices está ligada a religiões populares do Brasil, como catolicismo, umbanda e candomblé – e, em muitos casos, a uma mistura das três. A superstição baseia-se na fé ou no medo. Se tal ritual não for cumprido, “coisas más hão de acontecer”. E que ninguém ouse desafiar as forças 
 Superstição: crença ou noção sem base na razão ou no conhecimento, que leva a criar falsas obrigações, a temer coisas inócuas, a depositar confiança em coisas absurdas, sem nenhuma relação racional entre os fatos e as supostas causas a eles associadas; crendice, misticismo.
Pelo sim, pelo não, o povo continua com suas crendices e misticismos. Afinal, como reza a sabedoria popular: se bem não faz, mal não há de fazer.
 I have mentioned above about my country's superstitions regarding seashelves in home decoration. This is so personal. I am the kind of person who insists on doing things the opposite. I always walk under the staircases, I lay my purse on the ground, leave my shoes upside down etc. I really try do make the opposite of what I have been told not to. I prefer to choose myself  the rituals that eventually will bring me luck , the ones I thing can trigger some nice and positive thoughts in my mind and totally ignore the ones that are supposed to attract bad luck. By the way, It's been a long time since I dont excuse myself for my not so good English.
 Right or wrong, I simply admire seashelves so much. They are for me as beautiful as flowers, a gift sent from the ocean to us.
 My own home is full of them. It makes me happy to look at them. A month ago, I had a guest at home that did not feel well in my guest toillet because he saw many of them. What can I say? I am sorry for him. 

 Although I am an "earth" person, I feel perfectly fine when surrounded by the other elements. I simply enjoy so much being on a boat, I am very good on lighting fireplaces and I feel comfortable when on a plane. This is good enough, isn't it?

Um comentário:

CINTILLANTE disse...

Oi Virginia, eu tenho crença de que coisas do mar tipo conchinhas, estrelas misturadas ao sal grosso espantam "olho gordo", por isso aqui em casa tenho um enfeite assim. Dá certo!

http://cintillantealvarenga.blogspot.com/