Virginia Costa

sábado, 15 de dezembro de 2012

Buenos Aires -Filete Portenho

Tem como passar reto e não fotografar um letreiro destes?
 Andando por Buenos Aires, as placas das fachadas, de cores fortes, muito elaboradas, me chamaram a atenção. Fotografei tudo que vi pela frente. Na volta, fui me informar a respeito e percebi que o assunto é muito extenso, uma arte muito peculiar, com seus detalhes e características. Abaixo, coloco alguns trechos do pouquinho que aprendi. Para quem quiser saber mais, há na internet uma vasta bibliografia.
 O filete nasceu em Buenos Aires, no final do século XIX, como um simples ornamento para embelezar carroças que transportavam alimentos, e com o tempo se transformou em uma arte pictórica própria dessa cidade. Muitos dos seus iniciadores faziam parte das famílias de imigrantes europeus, trazendo consigo alguns elementos artísticos que foram combinados com os do acervo crioulo, criando um estilo tipicamente argentino.
 Em 1970 foi organizada a primeira exposição do filete, e a partir daí ganhou uma maior importância, sendo reconhecido como uma arte da cidade e promovendo a sua extensão a todo tipo de superfícies e objetos. Alguns especialistas habilidosos: Ernesto Magiori e Pepe Aguado, Miguel Venturo,Martiniano Arce. A imagem, conhecida por todos, do Havanna, é do artista do momento, Alfredo Genovese. Ele dá cursos e tem um site muito instrutivo sobre o assunto
 Comprei  a latinha de açúcar, não resisti. Em casa fui descobrir que o desenho era dele.
 Alfredo participou de diversas campanhas famosas e tem muita bronca do quanto tem sido copiado. Tem uma parte somente sobre isto no site dele.
 Este é um dos exemplos citados por ele. A foto eu tirei sem saber da história toda, é claro.Ele está coberto de razão, afinal, ele cria, os outros copiam e ele não ganha nada com isto.
 Existem diversas aplicações da mesma arte, algumas de gosto duvidoso, menos elaboradas mas nem por isto menos engraçadinhas e funcionais.
 As plaquinhas fazem o maior sucesso entre os turistas.

 Estes eu vi na Calle Florida.

O ressurgimento do fileteado deve-se ao engenho e à criatividade daqueles que procuraram novas superfícies para plasmá-lo. Assim, tanto as paredes da cidade quanto peças de roupa, garrafas, capas de CD ou mesmo a pele humana, através da tatuagem, são alguns dos diversos lugares e objetos pelos quais se propagou. Uma campanha publicitária para o canal de TV Much Music foi realizada com o corpo dos apresentadores e músicos fileteados por Alfredo Genovese.

Não são lindos? Quando estiverem lá, acho que vão curtir esta arte com muita técnica que está por todo lado, inclusive no ônibus antigos.

Um comentário:

Nativos do Mundo disse...

Olá, Virginia. Achei pouquíssimas informações sobre o filete portenho em português e seu blog ajudou bastante!
Obrigada e parabéns!
Abraços,
Ana