Virginia Costa

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Fauna Do Pantanal

Passei uns quinze dias nesta fazenda ai no Pantanal. Dá para ver que é longe de tudo? 
Tenho tanta coisa para mostrar e vou tentar dividir por assuntos. Como mencionei noutro post, eu não sou boa fotografa e nem tenho uma boa câmera. Na viagem para BONITO, eu comprei um livro sobre as aves do  pantanal e tenho me divertido tentando identificá-las. 
 
O mais chocante mesmo é ver os jacarés bem pertinho da casa. São sempre os mesmos e o peão da fazenda atravessa a lagoa no mesmo local com eles ali mesmo. Os cavalos acabam se acostumando.
Os bichos vão ficando mansos já que ninguém atira neles ou os assusta. Essa família de cardeais quase chegava a entrar dentro de casa. Uma coisa não dá para deixar de matar perto de casa, as cobras, e são muitas. Elas entram até dentro do carro.
Outro coisa que gente da cidade estranha muito é ver as emas no quintal. Elas passam por dentro das cercas e entram tranquilamente. Também roubam o sal para o gado no pasto. 
Maior ave do continente e uma das mais antigas, com fósseis de 40 milhões de anos. Seus parentes mais próximos estão na África (avestruzes) e Austrália (casuares e emus). 
Os ancestrais da ema eram aves voadoras, mas evoluíram usando a corrida para fugir de predadores. Perderam a capacidade de vôo com o desenvolvimento corporal; o macho chega a 34 quilos.

Essa é a maior garça brasileira. Vi também uns casais de flamingos mas eles passavam voando longe. 
Vi também uma revoada de não sei o que (acima). O triplo do que se vê na foto.
Eu havia me esquecido de como o Tuiuiú é grande. Este ai, segurando um galho para levar para o ninho, eu vi também voando carregando uma cobra. Ele é uma cegonha, a maior ave voadora e simbolo da planície do pantanal. 
Ele voa assim, com o pescoço e pernas esticados. Come peixes e filhotes de jacaré. Fui até o ninho dele para ver. Enorme, no alto de uma das maiores árvores dali. 
As caturritas aproveitam a parte de baixo do ninho e fazem ali um verdadeiro condominio. 

Em media, os ninhos tem 1,85m de diâmetro e 70cm de altura. São feitos de galhos mais grossos na parte externa e forrados no interior com capins e plantas aquáticas para a postura de 4 ovos (raramente 5), incubados por 60 dias. O macho e a fêmea se revezam na incubação e nos cuidados com os filhotes.
Os filhotes saem do ninho aos 3 meses de idade, acompanhando os pais nas primeiras semanas de vida. O ninho fica tão sólido ao final do período reprodutivo, devido ao pisoteio, que é capaz de sustentar uma pessoa adulta sobre ele. 
 Cafezinho ciscando tranquilamente ao lado de um jacaré.

 Filhotinho de tatu que estava passeando pelo jardim. Foi solto em seguida e nem saiu correndo.
 


 As curicacas são bem mansas e fazem uma verdadeira limpeza no jardim comendo insetos e umas rãs enormes.Eu vi!!!




 Esse Tachã e feinho, né?
 Borboletas na estrada. Nunca tinha visto isso. Tomavam conta da estrada por um longo trecho.
Olhem só o tamanho desse bicho! Parente do gafanhoto, eu acho.
 

E este coitadinho caiu junto com um ninho enorme depois de uma tempestade. Está sendo criado na seringa com muito carinho pela dona da casa. No tempo que estive lá já deu para ver diferença, as peninhas nascendo. Ano sabemos ainda se e uma caturrita ou um periquito-de-cabeça-preta.
Para quem curtiu este post, recomendo ler sobre Bonito, perto dali, AQUI

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