Virginia Costa

sábado, 26 de setembro de 2015

Grand Central Terminal

 Grand Central Terminal ( e não Station)é o nome correto deste prédio imponente em estilo Beaux-arts inaugurado em 1913. Passou por uma restauração enorme. Tem umas coisas surpreendentes por lá.
Uma delas é o apartamento luxuoso de John W. Campbell, um magnata dos anos 30. Ele era presidente da Credit Clearing House e se mudou para esse espaço na estação em 1923. Usava como escritório de dia e também como local para receber os socialites de noite. O pé direito do elegante apartamento é bem alto e pintado no estilo de um palácio florentino do século treze. Havia um tapete persa enorme que cobria quase todo o espaço e rumores de que custou, em valores atuais, 4 milhões de dólares.
The Campbell Apartment hoje, após anos de abandono e duas grandes restaurações, pode ser visitado e servem ótimos drinks, que embora caros, dizem que são dos mais bem feitos da cidade. 
O teto da estação parece o de uma catedral e apresenta uma pintura do céu noturno com constelações e outros corpos celestes. Dizem alguns que o zodíaco ali mostrado está ao contrário e que poderia ter sido um erro do artista Paul Helleu. 
De acordo com documentos oficiais, o verdadeiro motivo é que o pintor foi inspirado por um manuscrito medieval que mostrava os céus como seriam vistos de fora da esfera celestial. 
A escadaria é de mármore, os lustres são lindos, é tudo muito luxuoso e me lembrou tantas cenas de filmes.
Eu fui determinada a almoçar no Oyster Bar sobre o qual tinha visto uma reportagem.Eu gosto de comida honesta e restaurante sem frescuras. Este aí é um deles.Especializado em ostras mas como adoro vieiras esse foi meu pedido, gratinadas, maravilhosas. 
O lugar é bem mais "desencanado" do que eu esperava, o que foi ótimo. É lugar para sentar e comer de verdade, sem clima de romance ou qualquer outro. Gostei tanto que nem reparei no preço, só ficava de olho nos pedidos das pessoas ao lado. Nem me lembrei de tirar foto do meu prato, vê se pode?
Bem em frente à entrada dele fica a Whisper Gallery que é o seguinte: tem uns arcos ali que tem uma propriedade acústica que faz com que se ouça o que a outra pessoa está cochichando na outra ponta do arco. Muita gente faz pedidos de casamento ali.
Tem vários tours guiados, de graça ou não. Infelizmente não deu tempo de fazer. 
Debaixo da estação existem caminhos secretos, tubos e locais de armazenagem. Lá, meio escondido, tem uma plataforma de trem com uma entrada secreta e um elevador que vai direto para o Waldorf Astoria Hotel
Supostamente, o President Franklin D. Roosevelt usava esse elevador particular quando chegava  a Nova York, vindo de trem blindado. Era uma forma de chegar ao hotel sem ser importunado pelos repórteres. Infelizmente não dá para ver essa passagem secreta . A porta para o elevador foi soldada.
In the dark: The public was unaware of Roosevelt's disability because he used the train to get in and out of New York without having to be seen walking
 E, na minha ignorância, pesquisando para postar aqui, vi que o buraco, literalmente é mais embaixo, dez andares para baixo, li rapidamente aqui e vou tentar traduzir com mais calma depois, que o presidente escondia que tinha polio, andava em cadeira de rodas e evitava andar publicamente por longos trechos. Ou seja, a plataforma do trem realmente existe. Que droga que eu não estudei história como deveria! 
Crowd favourite: President Franklin Roosevelt makes an address from the back of a train, his preferred method of transport for hiding his disability
Uma foto dele no seu meio de transporte favorito.
Voltando à estação, em 1947, eu nem tinha nascido,juro, mais de 65 milhões de pessoas, o equivalente à 40% da população dos EUA, passaram pela Grand Central Terminal. Como seriam os números agora?

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