Virginia Costa

sábado, 19 de dezembro de 2015

Museu Oscar Niemeyer em Curitiba (MON)

Dei sorte de estar no MON (Museu Oscar Niemeyer) quando estavam montando a terceira edição da intervenção coletiva do Projeto Cerâmica Contemporânea Curitiba. Fiquei encantada.
Uma revoada de pássaros se espalhava ao longo do espelho d´água e pelo jardim frontal do Museu. Aos poucos fui reparando na variedade das peças.
 
O total é de mais de quatro mil peças criadas por 103 artistas entre aprendizes e artistas já consagrados. 
O conjunto, mesmo com técnicas diversas, ficou delicado e harmonioso. Gosto de coisas que a gente vai desvendando aos poucos. Quando vi, já estava lá no meio da grama com guarda chuva tirando fotos.
O Projeto Cerâmica Contemporânea Curitiba nasceu em 2012, liderado pela artista Marília Diaz, e hoje é formado por um grupo de sete artistas da cidade que, unidos a mais de uma centena de outros, realiza diversas ações para divulgar a arte cerâmica na Capital.
A iniciativa já foi replicada em outras localidades do País e serviu também como inspiração para outros coletivos.
Atualmente, o grupo gestor do coletivo é formado por Lígia Borba, Márcio Medeiros, Sada Mohad, Priscila de Ferrante, Glaucia Flügel, Daniélle Carazzai e Lúcia Misael. A mostra ficará aberta ao público até 12 de fevereiro e a entrada é gratuita.
Já contei que tem umas coisas lá em Curitiba que são bem exageradas, tipo maior do mundo, né? Então, o MON não é diferente, ele é o maior museu de arte da América Latina e tem cerca de 35 mil metros quadrados de área construída sendo 17 mil metros quadrados de área expositiva.
O projeto é lindo, arrojado, como tudo que o nosso Niemeyer faz. O pessoal o chama de Museu do Olho mas me disseram que a inspiração do arquiteto foi a copa dos pinheiros da região. Faz sentido, mas o povo é que manda, né?
Estava acontecendo a Bienal de Curitiba com o tema Luz do Mundo. Os trabalhos estão expostos também em muitos outros locais da cidade.O tema não podia ser melhor. A gente caminha pelas instalações e fica querendo entender onde começa, onde termina, se pode pisar, se vai tropeçar. 
Ficamos muito desconcertados na ausência da luz. 
 Um dos trabalhos que mais me impressionou foi o de Lars Nilsson, um artista sueco que vive e trabalha entre Malmö na Suécia e Londres. Ele sempre faz exposições que dão o que falar no mundo todo.
  
Esta série de trabalhos dele se chama "Ghosts". Eu cheguei bem pertinho, as esculturas são bem realistas, com as ruguinhas nas dobrinhas das mãos e  tem cheiro de mel, acreditam? O material que ele usa parece barro mas é o composite (uma mistura de materiais). 
A ideia aqui é mostrar como seriam as figuras humanas se delas fosse retirada a luz. Devido ao grande talento do artista, fica tudo meio fantasmagórico mesmo.
 
 O museu tem um restaurante/café gostoso, uma lojinha e vários outros espaços com exposições. É uma ótima opção para um daqueles conhecidos dias chuvosos de lá.

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