Virginia Costa

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

sábado, 19 de dezembro de 2015

Museu Oscar Niemeyer em Curitiba (MON)

Dei sorte de estar no MON (Museu Oscar Niemeyer) quando estavam montando a terceira edição da intervenção coletiva do Projeto Cerâmica Contemporânea Curitiba. Fiquei encantada.
Uma revoada de pássaros se espalhava ao longo do espelho d´água e pelo jardim frontal do Museu. Aos poucos fui reparando na variedade das peças.
 
O total é de mais de quatro mil peças criadas por 103 artistas entre aprendizes e artistas já consagrados. 
O conjunto, mesmo com técnicas diversas, ficou delicado e harmonioso. Gosto de coisas que a gente vai desvendando aos poucos. Quando vi, já estava lá no meio da grama com guarda chuva tirando fotos.
O Projeto Cerâmica Contemporânea Curitiba nasceu em 2012, liderado pela artista Marília Diaz, e hoje é formado por um grupo de sete artistas da cidade que, unidos a mais de uma centena de outros, realiza diversas ações para divulgar a arte cerâmica na Capital.
A iniciativa já foi replicada em outras localidades do País e serviu também como inspiração para outros coletivos.
Atualmente, o grupo gestor do coletivo é formado por Lígia Borba, Márcio Medeiros, Sada Mohad, Priscila de Ferrante, Glaucia Flügel, Daniélle Carazzai e Lúcia Misael. A mostra ficará aberta ao público até 12 de fevereiro e a entrada é gratuita.
Já contei que tem umas coisas lá em Curitiba que são bem exageradas, tipo maior do mundo, né? Então, o MON não é diferente, ele é o maior museu de arte da América Latina e tem cerca de 35 mil metros quadrados de área construída sendo 17 mil metros quadrados de área expositiva.
O projeto é lindo, arrojado, como tudo que o nosso Niemeyer faz. O pessoal o chama de Museu do Olho mas me disseram que a inspiração do arquiteto foi a copa dos pinheiros da região. Faz sentido, mas o povo é que manda, né?
Estava acontecendo a Bienal de Curitiba com o tema Luz do Mundo. Os trabalhos estão expostos também em muitos outros locais da cidade.O tema não podia ser melhor. A gente caminha pelas instalações e fica querendo entender onde começa, onde termina, se pode pisar, se vai tropeçar. 
Ficamos muito desconcertados na ausência da luz. 
 Um dos trabalhos que mais me impressionou foi o de Lars Nilsson, um artista sueco que vive e trabalha entre Malmö na Suécia e Londres. Ele sempre faz exposições que dão o que falar no mundo todo.
  
Esta série de trabalhos dele se chama "Ghosts". Eu cheguei bem pertinho, as esculturas são bem realistas, com as ruguinhas nas dobrinhas das mãos e  tem cheiro de mel, acreditam? O material que ele usa parece barro mas é o composite (uma mistura de materiais). 
A ideia aqui é mostrar como seriam as figuras humanas se delas fosse retirada a luz. Devido ao grande talento do artista, fica tudo meio fantasmagórico mesmo.
 
 O museu tem um restaurante/café gostoso, uma lojinha e vários outros espaços com exposições. É uma ótima opção para um daqueles conhecidos dias chuvosos de lá.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Paleteria Mexican Style

Eu adorei esta sorveteria que vi no Bairro de Santa Felicidade em Curitiba.
 Primeiro, a parte de fora, com mesinhas do lado de fora e sombra. Fica ao lado do Restaurante Madalosso.
 Dentro, achei o máximo o capricho da decoração. As imagens vão mostrar.

 O Chaves!!

A propósito, esta paleteria é das melhores que há por aí.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Curitiba- A Feira do Largo da Ordem e arredores

Essa feira é aos domingos. A dica é chegar mais cedo, por volta das 9:00 h. Mais tarde complica para curtir tudo.
É uma feira bem completa. Interessante, a barraquinha mais disputada era essa aí com joguinhos desses que a gente tem que quebrar a cabeça. Foi difícil achar um espaço para tirar uma foto. 
Sempre procurando coisas relacionadas aos imigrantes achei algumas jóias.
Outra excelente artista de pêssankas, a Nádia. 
Foi difícil resistir a esse bonecos tão expressivos e com jeitinho de contos de fadas.Repare nos óculos, no livrinho de tecido (com escritos!), na fivelinha das botinhas. 
Uma outra artista pinta à mão esses souvenirs delicados.
Toda uma feirinha de legumes em tecido!
Acho esse trabalho o máximo. Tudo feito com garrafas P.E.T!! Comprei uma libélula para minha coleção rsrsr
A parte de alimentação é ótima, estava lá o Tadeu com seus pierogis que já contei mas desta vez comi numa barraquinha que tinha fila, o Canto de Minas. Comi um bolinho de mandioca com bastante recheio de carne seca e com quatro molhinhos ótimos de acompanhamento. Vi uns pastéis de camarão com cara ótima também e outros tipos de bolinho.
Daí aproveitei para visitar essa igrejinha pequena com um nome enorme:  Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos de São Benedito . A construção é de 1946, em estilo barroco. Construída no mesmo local da antiga igreja, demolida em 1931. 
A primeira igreja do Rosário foi construída por escravos e para os escravos, inaugurada em 1737, em estilo colonial. Era a terceira igreja de Curitiba, depois da Matriz e da Igreja da Ordem.
 O nome original era Igreja de Nossa Senhora dos Pretos de São Benedito. Com a abolição da escravatura, a igreja perdeu sua razão original de ser. Serviu de matriz de 1875 a 1893, durante a construção da Catedral, na Praça Tiradentes. Em 1951, foi confiada aos jesuítas. Na década de 1970, passou também a ser chamada de Santuário das Almas.
 A fachada atual ainda tem azulejos da igreja original.
 
 Uma boa desculpa para descansar do movimento da feira é visitar o Museu Paranaense fundado em outro lugar em 1876. Aqui ele funciona desde 2002. Muito interessante, fica num casarão que é uma viagem ao passado e o propósito é nos fazer perceber como os que nos antecederam entendiam o seu tempo.
 
Lindas as latas antigas de erva mate e mostram cuias luxuosas e outras embalagens de erva de antigamente, brinquedos, moedas, armas e uma sala de banho.
Um lustre de louça ou porcelana, impressionante. A foto não ficou boa, ele é mais colorido.
 Eu fui me surpreendendo durante a feira. Tinha até uma mesquita com muita gente visitando.
E ainda o Memorial de Curitiba. Numa construção moderna, com vigas metálicas, é usado para exposições e pequenas apresentações. No andar de cima tem uma exposição de fotos antigas da cidade. Tem um painel muito bonito do Sergio Ferro representando o descobrimento do Brasil.
 
 O que mais gostei foi o Rio de Pinhões, moldado em barro local .Achei lindo e genial. Feito para que as pessoas não se esqueçam da sua identidade. 
 Os pinhões representam a fertilidade cultural essencial ao Paraná e ao Brasil. Foram moldados por Elvo Benito Damo,Maria Helena Saparolli e Priscila Tramujas.