Virginia Costa

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Como ir para Banff e Lake Louise sem carro

 Eu queria conhecer o Lake Louise e não me arrisco a alugar um carro porque multa é a quarta maior fonte de renda em Alberta. A primeira é petróleo e gás, a segunda, o gado, a terceira grãos e a quarta, já viu né, gato escaldado hehehe. Enfim, fui de van de excursão com o David do Legendary Travels, um canadense que faz esse percurso levando turistas há 12 anos. Só tinha mais um casal canadense. Foi tranquilo. Custou $120,00. Não sei se é caro ou barato mas era o que tinha. Sem nem um cafezinho incluso! 
 Nos encontramos 7:45 h na porta da Calgary Tower. Eu cheguei meia hora antes e achei que iria morrer congelada. Então, vi uma lareira acesa enorme num hotel em frente, Marriot, e entrei com cara de quem estava esperando um hóspede. 
Daí a minha vida virou outra. Olha o aconchego! Lá dentro tem um Starbucks e banheiro. Deu para sobreviver até a van chegar. Fica a dica.
Fomos pela Trans Canada Highway que é a quarta mais longa do mundo, com 7821 km. O David disse que era a segunda maior, só perdendo para uma na Austrália.
 Canadense tem uma certa mania de grandeza, viu? Vai reparando, tudo deles é o maior ou segundo maior ou melhor do mundo hehehe. Sempre tenho que conferir para ver se não estão exagerando.
Já na área do Parque, olhem que interessante as passagens construídas especialmente para os animais atravessarem! Elas são abauladas por dentro para que eles não se assustem com os carros. Ao longo da rodovia existem cercas, assim eles acabam usando as passagens.
Primeira parada só para ir ao banheiro num Mc Donalds da estrada, em Canmore. Já estive lá da outra vez e esta cidade é tão fofa quanto Banff.
Em seguida, Lake Louise, onde tivemos pouco mais de uma hora. Aquilo é de verdade mesmo. Nunca vi um lago tão perfeitinho. Até as pedras e os pinheiros ao redor parecem um cenário. Imagine a sensação da primeira pessoa que chegou lá! Naquele tempo o povo chegava a cavalo e os primeiros chegaram no lago por volta de 1880.
Normalmente tem um geleira branca nos fundos,o que torna o cenário mais impressionante ainda mas a neve mal começou. Dá para ir caminhando ao redor do lago e chegar até a geleira. Vai ser minha próxima meta. Deve ser lindo.
Deu para dar uma espiada no hall do Chateau Lake Louise, um hotel com mais de 700 quartos e que fica lotado o ano todo.
 Esse hotel, no início, era um simples chalé de troncos de árvores. A CPR (Canadian Pacific Railway) estava terminando a estrada de ferro transcontinental em 1885 e começou a construir hotéis ao longo da linha principal para atrair clientes endinheirados. 
 O primeiro chalé foi construído em 1890 e era bem rústico. Em 1902, a área se tornou parte do primeiro Parque Nacional do Canadá. 
 De lá para cá eles tem equilibrado com extremo cuidado o turismo e a proteção ao ambiente.
 Restaurante com vista para o lago e geleiras.
 Detalhe de lustre do hotel.
Detalhe fofo da grade em frente ao Chateau Lake Louise.
 De lá fomos para Banff onde ficamos duas horas. Sinceramente, acho pouco tempo.
 Sorte que eu já tinha ido mas para uma primeira vez não dá tempo de olhar as lojinhas com calma e de almoçar, por exemplo. 
 Tem muitas lojas com artesanato bem no clima e no tema Canadá, uma tentação.
 É coisa para passar o dia e ainda voltar outras vezes.
 Para onde você olhar tem uma montanha no fundo.

 Acima, o típico Maple Syrup, a seiva daquela árvore que tem a folha como símbolo do Canadá. O maple syrup é docinho, suave, melhor que mel, eu acho, pois não é tão doce. Tem que comprar do bom.


Fico como criança quando vejo esses ursos e alces enormes.
E me digam, quantas cidades no mundo podem se dar ao luxo de ter uma arte dessas esculpida na tampa de bueiros de cobre?
 
Daí ele passou em frente ao Fairmont Banff Springs Hotel, onde já se hospedou Marilyn Monroe,Arnold Schwarzenegger, Mikhail Gorbachev, Indira Gandhi , Margaret Thatcher, praticamente toda a família real inglesa, chefes de estado e onde a Rainha Elizabeth mantem uma suíte (diz o guia). Até as acomodações dos funcionários em frente são bonitas e estilosas.
O Springs tem 768 quartos. Não deu para conhecer por dentro. Tem coisa melhor que dar uma espiada em hotéis chiques? A gente inventa um café, um drink e dá para matar a curiosidade. Por falar nisso, tem um monte de histórias de fantasmas nesse hotel. Agora no Halloween vai ter até um tour explorando o assunto.
O hotel visto de longe parece um castelo. Também foi construído pela CPR, em 1888. Imagine só a vista que tem esses hóspedes! As Montanhas Rochosas, essa mata nativa de pinheiros que parece um carpete verde, o rio Bow ao fundo, a cidade de Banff. É de tirar o folego.
Bem ali no centro, perto do hotel, vimos esse veado grande comendo tranquilamente o jardim da casa de alguém. Depois atravessou a rua e foi jantar no vizinho.
Essa casa foi do Silvester Estalone por 9 anos e ele só esteve lá duas vezes. Está a venda agora.
Na volta ele passou por uma estrada secundária para avistarmos animais mas não demos sorte.
Daí parou para vermos melhor o que chamam de Hoodoos. São formações geológicas com formato quase humano, lembram aquelas da Capadocia. Os nativos antigamente ficavam muito "cabreiros" com elas. O lugar, como tudo ali é lindo. Os hoodoos estão na encosta à esquerda da foto acima.
O rio Bow acho que é um dos rios mais lindos que já vi. Ele é todo bonitinho o tempo todo, com pedras no fundo e a água transparente. Na margem com pinheiros, parece que a gente vai ver uma mãe ursa e filhote a qualquer instante. Essa água que vem das geleiras é a mesma que abastece Calgary e outras cidades. Limpíssima.
Na estrada, muitos fenos prontos para o inverno. Diz o guia que, como esse ano teve muita chuva (aquela que por outro lado atrapalhou o Stampede), eles colheram o dobro de feno. Sempre é uma cena muito linda.

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