Virginia Costa

domingo, 27 de novembro de 2016

Coral Gables, Venetian Pools,Perez Museum

 Logo cedo vi que estavam montando uma feira de antiguidades do lado de casa, pode? Não resisti, comprei um bule fofo azul e branco, antigo, por $10. Eu poderia ser internada depois dessa! Fiz há pouco uma Garage Sale vendendo tanta coisa. Não posso recomeçar.
 Não posso comprar mais bules!! Eu nem tomo chá! Mas acho tão lindos e lembram minha infância. Fazer terapia fica mais caro do que comprar um bulezinho de vez em quando rsrsrs.
Saí com pressa, ainda estavam montando, só antiguidade, das boas. Queria conhecer a Venetian Pools que fica num lugar tão residencial que o motorista do Uber até passou reto.
 Fica ao lado dessa rua linda. Aliás, tem várias delas em Coral Gables, assim, com essas árvores enormes. A Coral Way, mais central, é toda assim. Passei de trolley por ela.
Bom, a  piscina é tão perfeita para piscina pública que a gente até estranha. Como sempre, até o numero de pessoas é o certo. É publica mas é paga, paguei $9. A água é limpíssima. A lanchonete é muito fraca e os banheiros e trocadores são ok. 
Originalmente aqui era uma pedreira de onde extraiam rocha de coral (não sei se é certa essa tradução) para fazer as casas de Coral Gables de antigamente. Muitas dessas rochas foram usadas também no acabamento das bordas e outros detalhes da piscina. Em 1924, Denman Fink, artista ,arquiteto e tio do fundador de Coral Gables, George Merrick, transformou a pedreira em uma piscina exclusiva  que lembrava uma lagoa natural num cenário Veneziano.Seu design incluía pontes, torres, um cassino e um paisagismo exuberante. 
Nos anos 20 a piscina foi usada para promover Coral Gables e para enfatizar a arquitetura da cidade, tão distinta de outras. Ela tem também duas torres de observação com vista (me esqueci de subir lá!!) . Ela tem capacidade para 820.000 galões de água que vem de um aquífero subterrâneo. Na primavera e no verão a piscina é cheia e esvaziada todos os dias! Não usam cloro! Tem duas cachoeiras que compõem o background e as "caverninhas" que são uma farra para quem nada lá. A beleza da Venetian Pool é ainda mais acentuada pelas suas loggias, pórticos, palmeiras e ponte encomendada. George Edgar Merrick  (1886-1942) foi o criador de  Coral Gables, A piscina foi aberta em 1924 como "Cassino Veneziano" , o que era parte do grande plano que  George Merrick tinha para a Cidade de Coral Gables. 
A visão dele para a cidade era de encorporar um clima de realmente viver no interior. Ele planejava criar a cidade com traços mediterrâneos com entradas imponentes, praças e casas em estilo mediterrâneo. A rocha calcária (ou rocha coral?)que foi tirada do buraco da pedreira da piscina foi usada para criar algumas das construções originais da vizinhança.Com os esforços de George Merrick, do artista Denman Fink e do arquiteto Phineas Paist, a piscina foi transformada num paraíso que hoje está incluído no Registro Nacional de Locais Históricos, a única piscina a ter essa designação. Nos idos anos, o “Venetian Casino” era frequentado  por muitas celebridades e artistas de cinema com Johnny Weismuller e Esther Williams.
 A piscina também foi palco de concertos de orquestras quando seus 820 mil galões de água eram drenados e a orquestra tocava no fundo da piscina. Muitos anos mais tarde, em 2001, esta cena se repetiu com um concerto também dentro da piscina vazia para comemorar os 75 anos da City of Coral Gables. Em 1989 terminou a primeira reforma histórica da piscina. Entre 2009 e 2010 , mais uma reforma.Pelo que li, eu nadei lá na véspera de iniciarem uma nova reforma. 
Gostei das caverninhas que tem nas rochas e dá para entrar dentro delas, como se fosse uma gruta. 
Saindo de lá, fui a pé até a Miracle Mile. Com esse nome, eu tinha que conferir, né? É uma rua comercial bonita, com hotéis legais. É bonita, mas dizer que é "miracle" é exagero. 
Vi essa barbearia aí que achei o máximo. Chama-se Get Razzle Dazzled e fica no 241 da Miracle Mile.
Reparem na qualidade dos móveis antigos! E as meninas atendem com uma roupa super malucona.
Depois de tanta andança, pausa para café com red velvet num café muito agradável.
ao lado do Coronade Building onde funciona um hotel.  Ele fica ali à esquerda, onde tem os vasos.
 
O bairro, realmente, achei lindo quando vim a pé. Passei por Coconut Grove rapidinho e não parei. Vi a Coco Walk que tem uma cara ótima.
Dei uma olhada externa no Perez Museum. Tirei essa foto do barco outro dia.
A arquitetura é linda, com esses jardins verticais suspensos enormes. 
Lá tem esse redário moderno, com cabos de aço, muito confortável. Olhando a gente não diz mas ele é ótimo.
Adoro uma lojinha de museu mas não visitei as exposições porque realmente não me aguentava em pé. 
Ainda voltei ao Bayside , comi um camarão no Bubba Gump e encerrei o dia. Nesse mesmo dia estive no Vizcaya cedo, por isso o cansaço. Conto sobre esse museu incrível noutro post.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Cuscus paulista à moda da mamãe

Sempre que íamos para as férias na casa de meus pais, minha mãe nos esperava com um cuscus. É o tipo do prato fácil para servir quando você não sabe a que horas o pessoal vai chegar. Essa receita dela é uma adaptação. Acho que no original vai sardinha e azeite de dendê. Nesse não.
Enfim, é só fazer um frango desfiado ou cortadinho com muito caldo. Pode-se preparar separado também o caldo e o frango e depois juntar. Importante é ter muito caldo de tomate e do frango e ficar bem temperado. Depois é só ir colocando aos poucos a farinha de milho e a de mandioca e ir mexendo até ele ficar um pouco firme. Não pode ficar grude, viu? Tem que ser úmido e colorido pelos tomates.
Enfeitar a forma é o que eu mais gosto. Infinitas possibilidades. Tradicionalmente, fica bonito com pimentão vermelho, azeitona preta, milho e palmito que também podem estar na receita.
Esse eu fiz no aniversário da minha filha de Festa Junina. 

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Community Fall Fair

Um dos programas mais gostosos que fiz em Calgary foi esse. Sabe um programa família? Recomendo para todas as idades. 
Me encantou o capricho e a organização impecável dos voluntários. Tinha decoração de outono por todos os cantos.
Esse parque, o Enmax Park, faz parte do complexo do Calgary Stampede que eu contei AQUI.
Desde a estação do metrô já tinha um ônibus desses antigos de cortesia para levar os visitantes até a entrada do parque. 
Chegando, já tem café da manhã com panquecas e suco de laranja feito pelos voluntários. Olhe só a animação deles! 
Outra coisa interessante, concurso da melhor torta de abóbora de Calgary. Que juri sortudo!
 Eu nunca tinha comido essa torta e perguntei para os locais e me disseram que a melhor era a de um certo supermercado. 
Comprei e adorei. Bem temperada com cravo, canela etc.
As crianças brincaram muito! Teve decoração e pintura de morangas, 
labirinto,
 corrida de saco, 
passeio de carroça daquelas do tempo dos colonizadores.
Tinha também uma pequena feira de artesanato e algumas barraquinhas de comida. Essa tortinha eu comi. Muito boa.
Tinha opção de food trucks também.
Estava um dia muito frio e esta ideia de fogueiras espalhadas pelo lugar foi ótima, ainda mais ao som de música country !
Gente, tudo tão arrumadinho e bonito. Tantas famílias com as crianças! A quantidade certa de pessoas também. Mais tarde fiquei pensando, não será porque não se vende bebida alcoólica que tudo funcionou tão bem? 

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Dia de Muertos

Quis visitar o México por três motivos:precisava de novas imagens para pintar, snorkerl e conhecer mais sobre o Dia de Muertos. Sei que soa estranho mas tenho meus motivos e queria ver de perto este outro enfoque, completamente diferente do nosso. Cancún não é um lugar muito tradicional mas mesmo assim vi os altares de "ofrendas" em quase todas as lojas, praças e numa casa que visitei em Cozumel. Também pesquisei um pouco sobre o assunto e vou tentar resumir.
As pessoas começam a se preparar para a data na terceira semana de Outubro com a colheita da flor cempasuchitl também conhecida como flor das vinte pétalas ou flor dos mortos (esta de cor alaranjada)e é vendida no mercado para onde a família vai para comprar tudo que precisam para preparar o altar. Nele, colocarão as "ofrendas" de frutas e pratos especialmente preparados para que as almas sintam a essência do aroma do alimento.
Este altar também terá algum item que algum dia pertenceu ao falecido, luz das velas, açúcar, o tradicional "Pan de Muertos" e coisas que o falecido gostava. Vi tequila e cigarro,por exemplo.
Este costume estabelecido por civilizações pré coloniais mexicanas se tornou uma cerimônia onde crenças indígenas acabaram se misturando com as católicas. O Dia de Finados no México, portanto, não é um dia de lamentações mas sim uma celebração alegre e colorida quando a morte adquire uma expressão amigável e até animada.Os indígenas acreditavam que as almas não morriam, que continuavam a viver em Mictlan, um lugar especial para o descanso.Neste lugar os espíritos descansam até o dia em que poderiam voltar às suas casas para visitar os parentes.Daí então os altares para esperar por eles.
Este altar eu fotografei na praça central de Cozumel. Antes da chegada dos espanhóis eles celebravam a volta das almas entre Julho e Agosto. Os espanhóis mudaram as festividades para que coincidisse com o dia 2 de Novembro da igreja católica.
 Este altar vi dentro de uma casa onde almocei. A dona me mostrou as fotos dos mortos da família e explicou melhor sobre o altar. Foi o mais "feinho" que vi mas o mais comovente.Sinceramente, eu adorei a idéia. No Brasil eu nunca vou ao cemitério e desta forma,particular, acho que eu encaro.
Também é tempo de fazer brincadeiras e rir da morte através das "calaveras" e poesias que fazem referência a alguém em particular, geralmente políticos.É tempo de chocolate e caveiras de amaranto que são trocadas entre amigos com o nome deles para que "comam a própria morte" e também artesanatos especiais que representam os diferentes aspectos da vida com os esqueletos representando as atividades diárias.
O dia primeiro é dedicado às crianças e em muitas cidades fazem o ritual da Vigília dos Anjinhos no cemitério.O Dia de Muertos é um dia de reflexão sobre o significado da vida e sobre a missão que viemos para cumprir. A morte, em muitas situações, trás consigo uma sensação de dor e perda, particularmente para aqueles que não sabem o objetivo de sua passagem pelo plano terreno.

 Para outros a morte é uma transcendência, transformação e ressureição. Durante a celebração do Dia De Muertos todos estes sentimentos e crenças se unem para reviver a memória dos que amamos e que se foram.