Virginia Costa

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Heritage Park - Calgary

Este é o tipo de lugar que merece mais de uma visita. 
É muito pequena cidade reconstituída nos mínimos detalhes.
 Todos os comércios funcionam normalmente. Acima, o senhor está montando a edição de um jornal.
Eu contei AQUI  sobre a primeira visita mas agora, tudo estava mais bonito com o clima melhor de fim de primavera. 
Minha filha mais nova, que não conhecia o parque, ficou encantada.
É uma verdadeira viagem no tempo. Repare que as vendedoras usam roupas da época.
Podemos visitar o interior das casas e conhecer a história de autênticos antigos moradores.
 Esta casa, por exemplo, foi construída por Sam Livingston. Ele saiu da Irlanda com dezesseis anos, passou pela corrida do ouro na Califórnia e fez de tudo um pouco, inclusive caçar búfalos. Casou-se com a filha de um mercador de peles e o casal ficou conhecido pelos enormes vegetais que produziam, pelos grãos e ótima carne. Sam foi um inovador, importou equipamentos, fez irrigação e até produziram frutas. Sua casa era conhecida por estar sempre de portas abertas. 
A casa é muito aconchegante e confortável.

No parque tem uma programação que varia. Neste dia, membros das Primeiras Nações ensinaram a montar tendas. Numa outra casa, mulheres ensinavam a fazer manteiga. 
Dentro do forte, ensinam as crianças sobre os diversos tipos de peles e seus usos.
 
 Our Lady of Peace Mission. Missionários católicos, metodistas e anglicanos foram muito ativos no oeste do Canadá durante o século dezenove. Com o desejo de converter os índios, também passavam muito tempo como tradutores, professores e apaziguadores.
Isso eu nunca tinha visto. Uma miniatura de casa de grama (sod shack). Entre 1880 e 1914 muitos imigrantes construíam essas casas quando chegavam. O custo era mais ou menos de cinco dólares. Essas casinhas eram quentes no inverno, frescas no verão e eram à prova de fogo. A desvantagem é que tinham uma tendência para goteiras na época das chuvas e atraíam vermes. Mulheres tinham seus filhos ali, os criavam, cuidavam da terra enquanto os maridos estavam ausentes em alguma empreitada distante. Imagine o que passavam no longo inverno,isoladas de tudo e ainda com coiotes lá fora.
 Não é um lugar lindo? Essa é a parte da fazenda.

Essa senhora estava cozinhando de verdade para os oito funcionários da fazenda. Todos os apetrechos de cozinha antigos. Estava batendo chantilly para uma torta de frutas silvestres. Eles passam muito bem lá. A gente entra na cozinha e passeia pela casa enquanto ela faz o que tem que ser feito.
 Este celeiro foi do Rei do Gado Patrick Burns. Ele foi um fazendeiro empreendedor que construiu um negócio de carnes conhecido internacionalmente. Tem um palheiro bem espaçoso em cima e cocheiras na parte de baixo. Foi o primeiro milionário de Calgary e um dos quatro Big Four fazendeiros que ajudaram a financiar o primeiro Calgary Stampede em 1912. Foi indicado para o Senado em 1931.
 
 Essa casa bonitinha aí é a casa paroquial ou casa do padre ou ministro. Na época da colonização o dinheiro era escasso e essas casas eram um luxo incomum.Muitos clérigos se hospedavam com as famílias locais e muitos também faziam viagens de um dia num circuito que cobria outros assentamentos. 
Com o amadurecimento das comunidades, essas casas se tornaram tão comuns quanto as igrejas que serviam. As primeiras eram geralmente simples estruturas construídas com trabalho voluntário e material doado. Eram mobiliadas de forma modesta com peças descombinadas fornecidas pela congregação.
  Embora o salário dos ministros fosse baixo, de cinquenta a cem dólares por mês, dependendo do tamanho da paróquia, as casas paroquiais permitiam que eles e suas famílias tivessem uma vida modesta mas confortável. Eram um centro dinâmico de atividade comunitária com aulas aos domingos, encontros do clube da igreja, chás e vendas de bolos para angariar fundos. Daí, você entra na casa e estão lá essas senhoras bordando ou assando uns cupcakes. Muito autêntico!


E ainda dá para andar numa verdadeira Maria Fumaça!
Esse ´um passeio onde se aprende muito sobre a dura vida dos valentes primeiros imigrantes.

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