Virginia Costa

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Cuscus paulista à moda da mamãe

Sempre que íamos para as férias na casa de meus pais, minha mãe nos esperava com um cuscus. É o tipo do prato fácil para servir quando você não sabe a que horas o pessoal vai chegar. Essa receita dela é uma adaptação. Acho que no original vai sardinha e azeite de dendê. Nesse não.
Enfim, é só fazer um frango desfiado ou cortadinho com muito caldo. Pode-se preparar separado também o caldo e o frango e depois juntar. Importante é ter muito caldo de tomate e do frango e ficar bem temperado. Depois é só ir colocando aos poucos a farinha de milho e a de mandioca e ir mexendo até ele ficar um pouco firme. Não pode ficar grude, viu? Tem que ser úmido e colorido pelos tomates.
Enfeitar a forma é o que eu mais gosto. Infinitas possibilidades. Tradicionalmente, fica bonito com pimentão vermelho, azeitona preta, milho e palmito que também podem estar na receita.
Esse eu fiz no aniversário da minha filha de Festa Junina. 

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Community Fall Fair

Um dos programas mais gostosos que fiz em Calgary foi esse. Sabe um programa família? Recomendo para todas as idades. 
Me encantou o capricho e a organização impecável dos voluntários. Tinha decoração de outono por todos os cantos.
Esse parque, o Enmax Park, faz parte do complexo do Calgary Stampede que eu contei AQUI.
Desde a estação do metrô já tinha um ônibus desses antigos de cortesia para levar os visitantes até a entrada do parque. 
Chegando, já tem café da manhã com panquecas e suco de laranja feito pelos voluntários. Olhe só a animação deles! 
Outra coisa interessante, concurso da melhor torta de abóbora de Calgary. Que juri sortudo!
 Eu nunca tinha comido essa torta e perguntei para os locais e me disseram que a melhor era a de um certo supermercado. 
Comprei e adorei. Bem temperada com cravo, canela etc.
As crianças brincaram muito! Teve decoração e pintura de morangas, 
labirinto,
 corrida de saco, 
passeio de carroça daquelas do tempo dos colonizadores.
Tinha também uma pequena feira de artesanato e algumas barraquinhas de comida. Essa tortinha eu comi. Muito boa.
Tinha opção de food trucks também.
Estava um dia muito frio e esta ideia de fogueiras espalhadas pelo lugar foi ótima, ainda mais ao som de música country !
Gente, tudo tão arrumadinho e bonito. Tantas famílias com as crianças! A quantidade certa de pessoas também. Mais tarde fiquei pensando, não será porque não se vende bebida alcoólica que tudo funcionou tão bem? 

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Dia de Muertos

Quis visitar o México por três motivos:precisava de novas imagens para pintar, snorkerl e conhecer mais sobre o Dia de Muertos. Sei que soa estranho mas tenho meus motivos e queria ver de perto este outro enfoque, completamente diferente do nosso. Cancún não é um lugar muito tradicional mas mesmo assim vi os altares de "ofrendas" em quase todas as lojas, praças e numa casa que visitei em Cozumel. Também pesquisei um pouco sobre o assunto e vou tentar resumir.
As pessoas começam a se preparar para a data na terceira semana de Outubro com a colheita da flor cempasuchitl também conhecida como flor das vinte pétalas ou flor dos mortos (esta de cor alaranjada)e é vendida no mercado para onde a família vai para comprar tudo que precisam para preparar o altar. Nele, colocarão as "ofrendas" de frutas e pratos especialmente preparados para que as almas sintam a essência do aroma do alimento.
Este altar também terá algum item que algum dia pertenceu ao falecido, luz das velas, açúcar, o tradicional "Pan de Muertos" e coisas que o falecido gostava. Vi tequila e cigarro,por exemplo.
Este costume estabelecido por civilizações pré coloniais mexicanas se tornou uma cerimônia onde crenças indígenas acabaram se misturando com as católicas. O Dia de Finados no México, portanto, não é um dia de lamentações mas sim uma celebração alegre e colorida quando a morte adquire uma expressão amigável e até animada.Os indígenas acreditavam que as almas não morriam, que continuavam a viver em Mictlan, um lugar especial para o descanso.Neste lugar os espíritos descansam até o dia em que poderiam voltar às suas casas para visitar os parentes.Daí então os altares para esperar por eles.
Este altar eu fotografei na praça central de Cozumel. Antes da chegada dos espanhóis eles celebravam a volta das almas entre Julho e Agosto. Os espanhóis mudaram as festividades para que coincidisse com o dia 2 de Novembro da igreja católica.
 Este altar vi dentro de uma casa onde almocei. A dona me mostrou as fotos dos mortos da família e explicou melhor sobre o altar. Foi o mais "feinho" que vi mas o mais comovente.Sinceramente, eu adorei a idéia. No Brasil eu nunca vou ao cemitério e desta forma,particular, acho que eu encaro.
Também é tempo de fazer brincadeiras e rir da morte através das "calaveras" e poesias que fazem referência a alguém em particular, geralmente políticos.É tempo de chocolate e caveiras de amaranto que são trocadas entre amigos com o nome deles para que "comam a própria morte" e também artesanatos especiais que representam os diferentes aspectos da vida com os esqueletos representando as atividades diárias.
O dia primeiro é dedicado às crianças e em muitas cidades fazem o ritual da Vigília dos Anjinhos no cemitério.O Dia de Muertos é um dia de reflexão sobre o significado da vida e sobre a missão que viemos para cumprir. A morte, em muitas situações, trás consigo uma sensação de dor e perda, particularmente para aqueles que não sabem o objetivo de sua passagem pelo plano terreno.

 Para outros a morte é uma transcendência, transformação e ressureição. Durante a celebração do Dia De Muertos todos estes sentimentos e crenças se unem para reviver a memória dos que amamos e que se foram.




segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Calgary - Compras!!

Hoje em dia, shopping é tudo igual, não é? Não importa se em Istambul ou em Buenos Aires, é tudo a mesma coisa. Difícil achar uma loja exclusiva do local. 
Enfim, um shopping de fácil acesso em Calgary é o Chinook, com estação de trem do mesmo nome. Eu não sou chegada à roupas mas adoro uma loja com coisas de casa e nesse shopping tem três que eu gosto muito.




A Anthropologie é uma delas pois sempre tem um display surpreendente. Sempre!
A Pottery Barn.
Williams Sonoma. Reparem que o cobre voltou com tudo!
Na Williams Sonoma tem as formas de bolo mais lindas que já vi. E tem muitas! 
Existem outros shoppings em Calgary que visitei mas não vou falar disso. Acho todos iguais. Pelo que entendi,lá, digamos que cada região ou bairro tem seu centro comercial, sempre com grandes lojas, mesmo assim, se você não tem carro, mesmo indo de ônibus, você anda pra caramba. Como eu sou uma hóspede independente (rsrsr) procuro me virar, então acreditem quando eu digo que se anda muito.
Em Shawnessy tem uma loja que adoro, a Pier1.  tem também uma livraria de enlouquecer. Dá para passar o dia, te juro, é a Chapters. Enorme!! E ainda tem enfeites de casa, agendas super diferentes e um Starbucks (free wifi!). Tem a Michel's, uma loja enorme com tudo imaginável para quem gosta de DIY e artesanato. 
Já a Ikea é mais fora de mão ainda para quem não tem carro. Como não tem na minha cidade eu quis conhecer. Essa loja é sueca e na entrada tem o símbolo da Suécia, o cavalo Dala que normalmente é esculpido e pintado à mão, pequeno, para presentear. Ele simboliza a força, a lealdade, a sabedoria e dignidade.
Dentro, a decoração é bem moderna. 
Acima, um jardim vertical. Dá para mobiliar uma casa com coisas bem baratas, tipo $10,00 uma mesinha de cabeceira, $ 8,00 um abajur.  
E tem uma lanchonete bem boa em cima e uma baratérrima embaixo. Baixando bem a bola, tem umas lojas chamadas Dolarama que também são uma delicia, tipo R$ 1,99 só que bem mais interessante hehehe
Essa loja é imperdível. Só tem coisas diferentes. Fica na 17th Ave, uma parte bem legal da cidade que merecia um passeio por lá. Tem otimos restaurantes. Mas voltando à loja. Espie só!
 
 


Hoje visitei uma loja de roupas usadas. Uma loja enorme, diga-se de passagem. Value Village.
Não tem aquele cheiro de brechó. É tudo muito organizado, lavadérrimo, ensacado, desinfetado e etiquetado. 
Tem brinquedos, roupas, eletrodomésticos, fantasias, material para escritório até louças. Claro, tudo super barato.
 A renda vai para instituições de caridade. O pessoal deixa as doações na parte de trás da loja e os voluntários organizam. Em Londres tinha algo parecido mas em escala bem menor, as Charity Shops.
Um pouco mais longe de Calgary tem uma Costco enorme. É uma loja irmã gêmea do nosso Sam's Club. O que mais gostei é a beleza do caminho na estrada até lá. Pense numa estrada linda, com as Rocky Mountains ao fundo, as fazendas com os fenos enroladinhos no pasto.Maravilhoso! Vale pelo passeio. Infelizmente, impossível parar na estrada sem acostamento para tirar fotos.
Falando em compras de roupas, uma coisa curiosa é que os canadenses (peraí, os de Calgary) não estão nem aí para modismos ou grifes. Essa foi a impressão que tive. No centro da cidade você vê os homens muito bem arrumados, as mulheres também, mas nada assim, fashion (como em Londres, por exemplo). Na porta da escola da minha neta, você vê as mães totalmente informais, algumas crianças você jura que foram para a escola de pijama hahaha. Que liberdade! A vida é outra. Passar roupa? Nem pensar! E eu tentando dar minhas toalhas de linho, lindas, bordadas à mão, para minhas filhas lá e elas não querem de jeito nenhum. Novos tempos. Não me pergunte se estão certas pelamor!!!!