quarta-feira, 1 de abril de 2020

Filmes Netflix que vão te fazer esquecer do Covid-19

Muita gente me pede sugestões de filmes e agora esse pessoal que não podia assistir por falta de tempo vai poder curtir e espairecer um pouco. Algumas sugestões são óbvias para os mais antigos no Netflix mas como disse, tem muita gente que não tinha tempo. Todos esses eu gostei demais. Prepare a pipoca!

Suspense e ação
Breaking Bad - Série, um clássico. Pai de família no aperto resolve vender anfetamina.
La Reina del Sur - Série mexicana sobre tráfico de drogas. Marido traficante morre e a mulher assume. 

Espírita/ Religião
Milagres do Paraíso- filme
Um Porto Seguro- filme
Dois Papas- filme
Madalena - Série

Investigação
Don´t Fuck With Cats - Alguém começa a matar uns gatinhos online e um grupo de nerds assume a investigação. Três ou quatro episódios. Verídico.
The Assassination od Gianni Versace- Série curta sobre como e por que aconteceu o assassinato do Gianni Versace. Mesclam cenas da vida real.
Sherlock - Série
Sully - Baseado em fatos reais. Sobre aquele avião que caiu no rio Hudson em Nova York.

Comédias fofas
O Estagiário- Com Robert de Niro e aquela fofa que fez O Diabo Veste Prada.
Thi Mai - Filme espanhol.
Queen - Filme indiano, começa devagar mas depois o bicho pega.
Grace and Frankie - Série. Jane Fonda mais linda que nunca.
O Método Kominsky - Michel Douglas é um professor de teatro e enfrenta problemas da idade.
Que Mal Eu Fiz a Deus - Filme francês, trata das diferenças culturais de forma bem humorada.
Ruth & Alex
A Proposta, com Sandra Bullock
Doc Martin - Série sobre um medico muito mal humorado que teve que mudar para um vilarejo à beira mar. Pena que só tem uma temporada disponível.
Anne With an E - Série que retrata com perfeição a vida de antigamente de onde a gente nunca deveria ter saído. A atriz que faz a mãe adotiva dela é espetacular.

Filmes que dão fome
Chocolate - Série coreana bem ingenua, legal para conhecer a cultura deles. Outra série coreana no mesmo estilo é Pousando no Amor.
Restaurantes em Risco - Equipe ajuda restaurantes falidos pelo mundo. Tem decoração e viagem.

Espionagem
O Tempo entre Costuras- Série

Tribunal 
Como defender um assassino - Série sobre uma professora de direito que acaba envolvendo os alunos numa série de encrencas sérias.

Roubo
A Casa de Papel - Série
Operação Fronteira - Filme

Filmes Ótimos
Lion, Uma jornada para casa 
O livro de Henry
The Fundamentals of Caring, no estilo do Intocáveis (já saiu do Netflix.
Antes de Partir 
O Menino Que Descobriu O Vento

Para ver com crianças
A menina e o leão
Crônicas de Natal

Decoração - 
Reforme na Baixa

História
The Crown

Para quem tem outras alternativas de ver filmes, procure 100 mile Journey que não está mais no Netflix e é um dos melhores que já vi.

terça-feira, 31 de março de 2020

Covid-19 e os velhinhos!

Óleo sobre tela- Virginia Costa
Ninguém nos entende! Velho tem manias sim. A gente não gosta de pedir favor, muito menos para os filhos. Vamos ter muito tempo para isso, infelizmente.
Velho também ama e valoriza a independência, o ir e vir e principalmente, escolher os próprios legumes e frutas. Levei uma vida para aprender que fruta boa tem que ser pequena e ter perfume. Levou tempo fazer amizade com a moça da farmácia e o rapazinho da padaria. Investimento de tempo e simpatia. É nosso quintal. De repente as regras mudam e querem que usemos delivery. Preparar a própria comida com os alimentos que a gente escolheu para comer na hora que a gente quer é parte dessa independência. Não gosto nem que sirvam meu prato. Não morri ainda e nem estou caducando. Velho também gosta de ir ao banco, às vezes só para ver o extrato. Pois é. Tá bom, não é meu caso ainda, mas entendo. Uma das minhas ex sogras passou dez dias na minha casa e me fazia leva-la ao banco todos os dias só para tirar o extrato. Ela não gastou nada mas precisava ir lá na CEF. É ilusão de controle da situação. Tudo é passeio e também uma forma de colocar o pé no barranco já que a canoa está para afundar a qualquer instante. 
Óleo sobre tela- Virginia Costa. O Pequeno Príncipe
A gente sabe sim sobre a importância da quarentena e podem ter certeza de que todas as pequenas saídas são muito estudadas, cada passo, afinal repetem o tempo todo que morreremos primeiro, certo? Portanto, se virem um velhinho furtivo de sacolinha na rua, não pense que ele é teimoso por estar descumprindo a reclusão. Ele pensou muito antes de sair e pode ter certeza de que está com medo. Por outro lado, caminhar para nós é vital e tomar sol também. É remédio igual aqueles da farmácia, só que de graça. Solidão e depressão matam também.  
Aqui de cima da minha gaiola, num prédio, fiquei observando o rapaz que veio me trazer uns legumes. Ele parou o caminhão com os caixotes na carroceria lá embaixo e eu de olho. Vi quando ele colocou o dedo na boca para umedecer a sacolinha para por os legumes. Daí repetiu nas outras duas sacolas. Estão vendo? Não tem garantia nenhuma. Meu recém descoberto amor pelo delivery acabou aí. Sorte que eu vi e desci com uma luva improvisada para pegar as sacolas. Nem reclamei. O pobre homem precisa do emprego e eu precisava da comida. Daí foi aquela função para desinfetar tudo. Trouxe cenouras enormes que eu jamais escolheria, alho mofado, um horror. Repito, é o que nos resta, a ilusão de que não perdemos o comando das nossas vidas. Me deixem fazer minhas próprias compras!
Dizem que vamos nos infectar mais cedo ou mais tarde. Todos. Rezo para que seja mais tarde, tipo penúltima da fila como era a chamada por ordem alfabética no primário: Vera, Virginia e Zoraide.
Meu filho diz que tenho que me preparar para enfrentar esse inimigo fortalecendo minha imunidade e deixando de ler tantas notícias ruins. Nosso cérebro não está preparado para absorver tanta informação. Ele tem razão, já li o bastante. Sou meio traumatizada com a desinformação porque devo ter sido a última brasileira a saber que o Tancredo morreu. Nenhum aluno apareceu na minha aula de alemão. Só entendi depois.
Crochet - Fiz 10 panos de prato desses. Agora acabou o material.
Não quero fazer yoga, nem exercício e nem meditação. Não gosto e não vai ser agora com esse humor todo que vou gostar. Prefiro Netflix, crochet, desenhar em cerâmica, vídeos espíritas e filosóficos da Nova Acrópole. Cada um foge da assustadora realidade como pode. 
Nem beber eu posso. No dia 11 de fevereiro descobri que tinha uma hemorragia maluca na cabeça e fui operada às pressas. O primeiro caso de corana vírus no Brasil foi reportado dia 24. Foi daquelas cirurgias sérias, no meio do cérebro. Dois cortes como esse da imagem acima. Fiquei 6 dias na UTI e dois no quarto. Ia entrar em coma e achava que era sinusite. Amigas que são anjos, além do meu filho, me ajudaram a sair dessa trazendo comida e me monitoraram por um tempo. Escapei sem sequelas! Ufa! Daí fiquei com medo de andar na rua e de dirigir. Sensação de equilibrar um aquário cheio de água na cabeça. Diz o médico que não vou morrer disso, a não ser que eu bata a cabeça ou leve um tranco. Resumindo, minha quarentena começou bem antes. 
Não me sinto só mas morro de saudade das minhas netas. Gosto de morar comigo mas eu era bem mais divertida. Por tudo isso peço que pensem bem antes de criticar os velhinhos na rua. Ninguém sabe o tamanho da solidão deles, não sabemos pelo que passaram, se há pessoas que olham por eles e nem quanto tempo terão. 
O Pequeno Príncipe - óleo sobre tela- Virginia Costa
A propósito, tenho também duas filhas que moram no Canadá numa realidade totalmente diferente da nossa, ambas trabalhando normalmente. 
E tem ainda um netinho que está para nascer a qualquer momento. Será que vou poder conhece-lo? E a vontade natural e incontrolável que temos de pegar e cheirar nossos bebes? Como vai ser? Que planeta é esse que o aguarda?
Para não enlouquecer acompanho esse site e fico de olho na penúltima coluna da direita que mostra o numero de mortes por milhão de habitante. Aí dá para perceber que o mundo não está acabando. 
E rezando para que o raio não caia duas vezes na minha cabeça penso no que dizia minha mãe: Muito ajuda quem não atrapalha. 

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Restaurante Vivá em Taubaté

Restaurante Vivá, Taubaté
Para mim foi novidade. Um restaurante numa casa linda à sombra de enormes flamboyants e jaboticabeiras.
O Vivá fica no Alto do Cristo a 2 minutos da Dutra.
A propriedade pertence à família desde 1950 mas o restaurante é mais recente.
O maitre Sargento foi muito atencioso e me mostrou tudo.
Tem até o túnel do Harry Potter como passagem para um playground.
Na brinquedoteca com monitoras as crianças fazem smooth.
Tudo fresquinho com ar condicionado.
Quem pode com tanta fofura?
Essa cristaleira tem 130 anos.
Tinha até uma figureira demonstrando essa arte exclusiva de Taubaté. Eu contei AQUI sobre elas. 
É restaurante bom para comemorar alguma coisa, para eventos corporativos, casamentos, aniversários etc.
Uma lembrança feliz vai ficar para sempre no meu coração.
No dia que fui estava lá um musico chamado Serginho que é um exímio violonista. O restaurante prima pela escolha dos músicos, isso eu sabia antes de conhecer o restaurante.
Agora vamos ao que interessa, as criações do Chef Gaudino.
Camembert no Restaurante Vivá, Taubaté
Olhe só esse camembert frito de entrada!
Massa gratinada, Restaurante Vivá, Taubaté
Os pratos individuais variam de R$ 60,00 a R$ 120,00. 
Além do verde das árvores lindas e da sombra, adorei que tem vários ambientes independentes.

Risotto de frutos do mar no Restaurante Vivá, Taubaté
Dê uma olhada no site deles AQUI antes de ir para checar os horários de atendimento. 

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Chinatown de Calgary


 Nessa última vez que estive em Calgary dediquei um pouco mais de tempo para conhecer a Chinatown. A população asiática lá é muito grande. Os chineses e asiáticos estão lá há muitos anos e ajudaram a construir a Canadian Pacific Railway.
Dá para perceber quando estamos chegando perto do bairro.
A Chinatown fica bem no centro e o seu marco principal é o Centro Cultural Chinês, um prédio imponente por fora e também por dentro. Eles promovem cursos e tem uma programação de eventos diversa.
Estive lá numa festa da comunidade brasileira, inclusive. Foi interessante comer feijoada e coxinha num centro cultural chinês no Canadá com uma temperatura de -12C.
No subsolo tem um pequeno museu que não vale muito a pena visitar.
De lá é só seguir esse roteiro.
Se eu não estivesse procurando The Chocolate Lab jamais iria olhar para essa fachada nesse prédio de cem anos.
The Chocolate Lab, Calgary
Essa fábrica de chocolates só surgiu por que Eva Choi perdeu o emprego. Ela era engenheira no ramo de petróleo e gás. Por coincidência, na mesma época, seu marido, Dallas Southcott, estava fazendo um curso de culinária com chocolates e decidiram abrir sua própria empresa.
Até 2019 já haviam recebido dezoito prêmios internacionais. Começou só com o casal e hoje eles tem quase 20 funcionários. Tem um vídeo aqui mostrando a arte nos ovos de Páscoa de uns anos atrás. O que dá para ver do espaço é pouco, não sei como é por detrás dessa parede.
Eles combinam chocolates de vários países com licores e recheios surpreendentes e ainda fazem essa arte abstrata maravilhosa à mão.
Chocolate premiado
Cada um tem uma personalidade diferente. Esse do meio tem uma ganache de lichia e ganhou medalha de ouro 2018.
The Chocolate Lab, Calgary
Dá dó de comer mesmo. Esta foi a coleção na época em que estive lá.
The Chocolate Lab, Calgary
Pense num chocolate lindo e delicioso! E caro também. Aliás, nada no Canadá é barato, principalmente comida como legumes e frutas.
Melhor submarine de Calgary
Mais alguns passos e tem esse que é conhecido como o melhor submarine da cidade. A loja é minúscula.
Não comi por que já tinha outro plano mas esse sanduíche é mais do que recomendado. Tinha uma moça lá que levou doze para viagem, juro.
Far East Shopping Centre, Calgary
Esse shopping é bem interessante. Fica entre o Thi Thi e o Silver Dragon. Não aparece no mapa acima.
Você jura que está na China, onde nunca estive, aliás. É uma espécie de galeria que vai de uma rua à outra.
Far East Shopping Centre, Calgary
Na entrada dos fundos, tem esse armazém onde eles fabricam dim sum e vendem em saquinhos congelados. O preço é bom. Comprei para levar para minha filha e gostei.
The Silver Dragon Restaurant, Calgary
Daí o melhor da festa é almoçar no restaurante Silver Dragon. É muito curioso e sempre movimentado.
Dim sum
As garçonetes chinesas passam com carrinhos cheios de diferentes dim sums e você vai pegando as porções.
Você pergunta o que é e nunca entende a resposta.Tem que arriscar.
Quando você pensa que já viu todas as variedades aparece outro carrinho. É uma tentação.
Dim sum no The Silver Dragon Restaurant, Calgary
É bom ir com outra pessoa para poder experimentar bastante coisa.
Esse restaurante é muito bem conceituado e não é caro. Soube que tem uma filial deles em Banff num lugar com vista linda. Olhe, a Chinatown de Calgary não é um passeio imperdível mas comer no Silver Dragon Restaurant e visitar a Chocolat Lab eu diria que sim.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Conexão longa no aeroporto de Dallas


Acho essa uma boa dica. Numa ida ao Canadá tive que fazer uma escala de oito horas no Dallas Fort/Worth International Airport. Descobri um shuttlebus que faz o traslado por 5 dólares até uma cidadezinha muito simpática, daquelas do tempo dos cowboys. Antes, confira aqui no site do shuttlebus. Não tem mistério. Pegue a linha amarela. É só perguntar lá.
Não compraria com antecedência pois a gente nunca sabe se o voo vai atrasar mas tem vários horários de saída. O ônibus para em alguns hotéis nas redondezas para pegar outros passageiros então não se esqueça de calcular bem o tempo. 
Grapevine, Texas
Eu comprei a passagem na hora, no aeroporto mesmo, acho que no terminal D.  
O ônibus te deixa lá em Grapevine e avisa os horários da volta. Daí é só bater perna.
Grapevine, Texas
Grapevine começou por volta de 1843 quando um general americano se reuniu com dez chefes indígenas e fizeram um acordo de paz.
No ano seguinte começaram a chegar as famílias de colonos em suas carroças. O nome Grapevine veio de uma uva (wild mustang grape) que era muito abundante na região.
Wallis Hotel, Grapevine, Texas
O Wallis Hotel (1891) era o único da cidade e hospedava principalmente vendedores de implementos agrícolas. Tinha até um espaço de showroom para eles embaixo. Os donos moravam no andar de baixo, ao lado do salão de jantar. No andar de cima havia 20 quartos minúsculos onde só cabiam uma cama de solteiro de ferro, uma cadeira e uma pia. Duas carreiras de quartos não tinham nem janela. De acordo com o costume da época havia uma entrada separada para mulheres. O "Hotel de Tijolos" nunca foi muito rentável e acabou sendo fechado em 1926. Foi demolido no final de 1930 e o que restou dele foi usado para construir a nova Highway 26 para Fort Worth.
Wallis Hotel, Grapevine, Texas
Um caso interessante que ocorreu lá foi que num inverno andou sumindo lenha cortada do hotel. O filho do dono foi se aconselhar com um ferreiro que fez um furo num dos pedaços de lenha e encheu de pólvora. Falou para o rapaz colocar cuidadosamente o pedaço de lenha de volta na pilha. Na manhã seguinte ouviu-se uma explosão e puderam ver uma nuvem negra de fumaça saindo de uma das casas vizinhas. Nunca mais a pilha de lenha do hotel foi saqueada.
Enfim, lá por 1991 a comunidade começou a construir uma réplica fidelíssima do hotel no local onde podemos vê-lo hoje. Usaram como base documentos históricos, fotos antigas e depoimentos de descendentes de proprietários.
Log cabin in Grapevine, Texas.
Esse é um exemplo de moradia da época. A madeira foi toda talhada à mão. Ficava em outro lugar e foi relocada para essa área. Os americanos e os canadenses são muito bons nesse negócio de tirar uma casa histórica de um lugar e montar em outro. Fico impressionada com isso. Eu contei sobre a vila dos imigrantes da Ucrânia AQUI num outro post. Vale a pena dar uma olhada na beleza que é e também no incrível Heritage Park de Calgary.
Quilt americano
Na cama, o tradicional quilt americano, tapetinhos feitos com retalhos, crochet, macramê, muito interessante. Nada feito em série. 
 Nos faz pensar no verdadeiro sentido da palavra "essencial", ou minimalista, como dizem hoje.
Mais um quilt. Até que era bem espaçosa a cabana. Eu visitei um museu de quilt em Nova York e contei aqui.
Placa com as datas. 
E assim era a primeira cadeia de Grapevine. Também foi tirada de um lugar e trazida para a avenida principal. Já pensou? No inverno ou no verão devia ser um castigo. Fora o vexame!
Maior sino de vento do mundo
Segundo os locais, esse é o maior sino de vendo do mundo. 
Eu fiz esse passeio todo arrastando minha mala de mão! Agora que eu vi. Não sei onde eu estava com a ideia. Só sei que deu para eu passear, comer um belo de um hambúrguer e tomar uma Bloody Mary maravilhosa como só os americanos sabem fazer. A propósito, eu contei aqui o que fazer numa escala longa na Cidade do México.