Virginia Costa

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Meu Instagram é Virginia4731

Gente, eu tenho colocado umas fotos bem interessantes no Instagram, todas originais. Por aqui tenho deixado para postar mais sobre as viagens com dicas práticas.
Anda tudo muito repetitivo na net, não acham? A gente vê as mesmas coisas no Facebook, no Instagram e ainda recebe em grupos do Whatsapp. Credo!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Detesto me exercitar!

Eu moro no primeiro andar e a academia do prédio é no térreo. É só descer um lance de escada e eu chego rapidinho no inferno. Minha desculpa era o abafamento , mas só que  agora colocaram ar condicionado e eu, para ficar bem com meu cardiologista, tenho ido na calada da tarde, como uma gazela, cabreira, arisca, arredia, sem querer encontrar pessoas, tenho me esforçado, desde que não tenha viva alma por perto. Acabaram-se as desculpas!
Eu preparo meu espírito antes de descer. Escolho o horário de um programa de TV que eu gosto de ver e desço, valente, bem intencionada, calculando o perigo de encontrar outros humanos.  Hoje, num horário que todo ser humano normal deveria estar almoçando em casa, eu fui e dei de cara com uma mãe na esteira com cria ao pé ( termo que a gente usa na fazenda). A pobre criança, entediada, esparramada numa esteira malfunctioning, esperando a mãe.  Jesus! A TV da academia estava desligada. Coitada daquela criança! A que ponto  chegamos!  A bichinha mãe estava trotando no  8.50 e eu fico no 6.0 me segurando mesmo, como um polvo, medo danado de cair e virar videocassetada. Pois é, sabemos que hoje existe o temível Olho Que Tudo Sabe e Tudo Vê. Um fantasma que assola nossas vidas e que nos impede de arrumar a calcinha no elevador.
 Acho que nas academias as coisas funcionam como no banheiro dos homens. Como disse o Mentor Neto, tem uma ética. Eu não devo ficar olhando a velocidade que aquela  mulher ao meu lado está correndo e nem reparar se ela está suando, derretendo como eu, enfim, todo mundo faz cara de paisagem. Obvio que eu vi, de rabo de olho, que ela é uma louca desvairada que estava correndo há 40 minutos!!!  Benzadeus!!  Deveria ter trazido um brinquedo, sei lá, alguma coisa para aquela criança se distrair. Essa situação me estressou mais do que o martírio de ter que caminhar como um hamster  na esteira.  Eu só queria que ela fosse embora e libertasse aquela criança entediada, obrigada a esperar a mãe correr atrás de sei lá o que .
Agora, Mentor, vamos combinar, se aquela criança estivesse pintando aquelas mandalas  ou florestas do Izubesquitino (kkk) seria muito mais saudável, viu? Tá vendo? Lápis de cor não é tão ruim como parece. Cara, você tem que experimentar rsrsrs. Vai se cansar logo, claro, mas é gostoso. É tipo jogar Pet Rescue só que mais boring kkkk

sábado, 7 de janeiro de 2017

Quiririm - o que fazer

Quem passeia pelas ruas da pacata Quiririm nem imagina o começo difícil que tiveram as famílias de imigrantes que aqui chegaram por volta de 1894. Mas isso ficou para trás. Hoje em dia é só alegria celebrada anualmente com muito charme durante a Festa da Colonia Italiana.
Essa capelinha que fica na rua principal desse distrito de Taubaté é uma lembrança dessa época.

Foi fundada em 1895 pelo devoto Benedicto Pires de Camargo.
Outro registro é o Casarão Indiani, que abriga o Museu da Imigração Italiana.
 Na rua principal tem uma paradinha imperdível e fácil de achar, a Linguiças Quiririm.
Tudo caseiro e de ótima qualidade. Cada vez que vou trago algo diferente.
Tem tudo que um adulto "normal" pode querer.
Desta vez notei que em quase todas as casas eles colocaram fotos de família homenageando os antepassados. Estilo de casas do meu tempo de Barretos!
Na mesma rua tem também o Atelier do Fordão, artista popular de lá.
Depois do atelier, entrando à esquerda tem a pracinha com uma vista linda para o Paraíba do Sul. No centro dela fica a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, de 1914.
Passeio feito e levando a sério o nosso #fugindodocalor fomos para o restaurante
Casa da Elisa.
Por mais que eu experimente os outros restaurantes da região, acabo sempre aqui. Já contei com detalhes AQUI sobre a Elisa e sua história.
Tenho várias razões para gostar desse restaurante: parece que a gente está no quintal da casa de uma amiga mesmo, tem sombra de várias jabuticabeiras e a comida é honestíssima e as porções são grandes.
Sabe quando o molho de tomate é de verdade?
Comemos esse nhoque de abóbora com pesto. O canteiro saudável de manjericão ficava alí do lado. Tudo "real food".
Dei sorte de novo de pegar a época dessa jabuticaba amarela, fruta em extinção que só vi lá no pomar da Elisa. Pense numa jabuticaba grande!! Só que é outra fruta, também conhecida como cambucá.Até o pé é igual e as frutas nascem grudadas no tronco também.
Estrategicamente,  Quiririm ainda fica a caminho de Campos do Jordão que contei AQUI e AQUI, então, se tiver tempo, vale a pena continuar viagem.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Monteiro Lobato - Fugindo do calor -

Esse verão tem sido insuportável! Então, quando minha amiga me chamou para ir para Monteiro Lobato, naquele restaurante que eu adorei e que contei AQUI, topei na hora.
A viagem até lá já é bonitinha, com cenas montanhosas lindas a cada curva e muitas vezes os bambuzais se encontram cobrindo a estrada. A foto não ficou boa e não tem acostamento na estrada. Não se deixe distrair por esse detalhe, viu?
O restaurante Beira do Riacho continua charmoso. Alguns detalhes na decoração mudaram, o que é bom e fui descobrindo aos poucos.
Esse muro na entrada com garrafas de cerveja é novidade.
A gente percebe quando os donos se preocupam com os detalhes.
A dona estava de férias, uma pena, mas foi gostoso.
A cama patente na beira do rio ficou charmosa e pudemos nos dar ao luxo de nos refrescar no riacho ( que é bem rasinho) e depois deitar na sombra, na grama, para dar uma "meditada" rsrs.
A água é limpinha e fresca e um pouco mais acima, no estacionamento do restaurante, tem um pessoal que cobra para se ter acesso à uma cachoeira. Para os que estão no restaurante, não tem cachoeira, mas nem precisa, é super agradável.
 O chão do restaurante é de terra batida e tem um enorme fogão á lenha onde a comida é servida por quilo nos fins de semana. O PF do desse dia foi exceção porque os donos estavam de férias.
Repare nos garrafões encrustados na parede!
 Achei muito honesto o preço. Minha conta deu R$ 40,00. Tomei um café, uma água, uma caipirosca, meio PF ( arroz, feijão, carne com batata e salada simples) e um picolé. O PF estava uma delícia, tipo casa da mãe, sabe?
Tipo de programa que eu gosto. Pouca gente, sem stress e sem frescura. Detalhe, só abrem nos fins de semana.

domingo, 11 de dezembro de 2016

Museu Vizcaya- Vizcaya Museum & Gardens

Esse passeio é imperdível. Uma viagem num tempo bem distante do modernismo dos prédios de Miami. 
Essa era a casa de inverno de James Deering (1859–1925), e foi construída entre 1914 e 1922. Já imaginou? 
Vizcaya foi concebida para ser uma interpretação moderna e subtropical de uma villa italiana do século dezoito. 

Os designers adaptaram elementos arquitetônicos mediterrâneos tradicionais ao clima subtropical com uma notável sensibilidade pelos temas de meio ambiente. 
Antes era toda rodeada por uma floresta subtropical. A casa principal e os jardins, antigamente, pareciam uma visão de sonho no meio da floresta, nas margens da Baía de Biscayne. 
Hoje ainda é um oásis de silêncio e verde miraculosamente preservado. Eu nunca tinha visto essas plantas aquáticas. Que cores! 
Deering  queria que Vizcaya pudesse ser vista e acessada pelo mar e ele acertou pois essa visão foi a que mais me impressionou: a Barcaça (the Barge). 
Essa estrutura de pedra em forma de barco foi construída para proteger a casa e os terraços das ondas. Originalmente era acessado por gondolas ou barco a remo. 
 Tinha fontes, luz elétrica, árvores, plantas e um gazebo para entreter os hóspedes. Achei impressionante. Não sei se foi o dia nublado, mas a visão dessa enorme barcaça me pareceu um navio pirata fantasma. Tentei imaginar o lugar com a decoração acima.
Mesmo assim, as esculturas são um tanto angustiantes, não acham? Essas criaturas mitológicas marinhas e as máscaras que decoram a Barcaça foram criadas pelo escultor americano A. Stirling Calder. Em 1917 os artesãos locais começaram a esculpi-las e no verão do mesmo ano o Calder chegou no Vizcaya para dar os acabamentos finais. 
A exposição constante da Barcaça à água salgada da Baía de Biscayne causou uma erosão significante. Hoje é difícil observar os detalhes mais delicados. As figuras sentadas nas duas pontas são réplicas. O Museu preservou as esculturas originais.
 O  que hoje é chamado Jardim Secreto era antes o Jardim das Orquídeas. 
Elas não resistiram ao sol forte e à água salgada. Nos vasos construídos nos muros hoje existem espécies mais resistentes que precisam de pouca terra e nenhuma irrigação. 
As grades de ferro das escadas (lindas!) são obras do artista americano Samuel Yellin e foram instaladas durante a construção da casa. 
Existem outras obras dele pela casa e jardins. Ai, ai, não aguento guarda com celular! É o fim dos tempos, minha gente! 
Aqui era onde ficava o labirinto que era tão alto que dava para se perder. As ondas dos furacões destruíram o jardim do labirinto várias vezes e em 2006 foi refeito com plantas que se desenvolvem bem quando próximas à água salgada. Uma luta, né?

O coração e área principal da casa é o pátio interno que antes era aberto e hoje é coberto com vidro.
 A foto acima é da net.Não se pode fotografar o interior que tem partes belíssimas. A mobília na parte de cima, nos quartos, é bem sóbria, pesada e escura mas fora isso a casa é clara, iluminada, com vitrais belíssimos, muitas antiguidades e obras de arte vindas da Itália, luminárias lindas e várias referências ao cavalo marinho e caravelas, que ele adorava. 
Apesar da aparência barroca, Vizcaya era uma casa moderna, foi construída com concreto reforçado e com as últimas tecnologias da época como geradores e sistema de filtragem de água.
Também foi equipada com aquecimento e ventiladores, dois elevadores, além daqueles elevadores que levam a comida para outro piso, sistema de aspiração central e uma lavanderia parcialmente automatizada. Para aquela época, não é o máximo? A importância da estética da casa e a sua eficiência tecnológica foram comentadas nas revistas de arquitetura e engenharia da época. 
Originalmente, o lado que dá para a baía era considerado a frente da casa. O atracadouro à esquerda era para os hóspedes que vinham pela Baía de Biscayne. No dia 25 de Dezembro de 1916 Mr. Deering chegou de barco para passar sua primeira temporada de inverno em Vizcaya. Deve ter sido uma festa de Natal e tanto! Durante a construção, foi criado um canal na baía rasa para permitir o transporte de material de construção por barco para a obra. 
Num dos lados tem uma piscina incrível, que entra parcialmente sob a casa. Eu tirei essa foto de dentro do café e lojinha que tem ali.
 A parte interna lembra um "grotto" e funcionava como uma sala com mobiliário antigo, vitrais e arandelas. Dizem que Deering só nadou nessa piscina uma vez mas seus hóspedes e sua família usaram a piscina por décadas.
O mural no teto foi criado em 1916 pelo excêntrico Robert Winthrop Chanler, um artista americano presente na decoração das casas do pessoal mais abastado da época. A cena é (era, até ser restaurada) uma fantasia submarina, quase um delírio, que inclui peixes exóticos, tartarugas, cavalos marinhos,plantas aquáticas e corais emoldurados por conchas em moldes de gesso. Há cem anos as escamas dos peixes brilhavam devido ao uso de tinta metálica usada pelo artista e do reflexo da água da piscina. Devia ser lindíssimo. Infelizmente, o material usado não foi uma boa escolha para esse ambiente. O artista usou inclusive tinta solúvel em água. Em 1992 e 2005, ondas causadas por furacão submergiram o mural e o grotto. A preservação do forro de Chanler é um desafio e prioridade visto que é um de dois únicos nos Estados Unidos que ainda existe e que é acessível ao público.

O lado oposto da casa abre para o jardim principal com loggias. 
 Os "grottos" de Vizcaya foram inspirados em extravagantes exemplos italianos do século dezesseis. As conchas foram coletadas nas Florida Keys e nas Bahamas e instaladas por artesãos das Bahamas.
Alguns eventos são realizados lá hoje em dia (foto da net).
Pode-se ir de trolley e de metrorail. Fechado às terças.