terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Restaurante Vivá em Taubaté

Restaurante Vivá, Taubaté
Para mim foi novidade. Um restaurante numa casa linda à sombra de enormes flamboyants e jaboticabeiras.
O Vivá fica no Alto do Cristo a 2 minutos da Dutra.
A propriedade pertence à família desde 1950 mas o restaurante é mais recente.
O maitre Sargento foi muito atencioso e me mostrou tudo.
Tem até o túnel do Harry Potter como passagem para um playground.
Na brinquedoteca com monitoras as crianças fazem smooth.
Tudo fresquinho com ar condicionado.
Quem pode com tanta fofura?
Essa cristaleira tem 130 anos.
Tinha até uma figureira demonstrando essa arte exclusiva de Taubaté. Eu contei AQUI sobre elas. 
É restaurante bom para comemorar alguma coisa, para eventos corporativos, casamentos, aniversários etc.
Uma lembrança feliz vai ficar para sempre no meu coração.
No dia que fui estava lá um musico chamado Serginho que é um exímio violonista. O restaurante prima pela escolha dos músicos, isso eu sabia antes de conhecer o restaurante.
Agora vamos ao que interessa, as criações do Chef Gaudino.
Camembert no Restaurante Vivá, Taubaté
Olhe só esse camembert frito de entrada!
Massa gratinada, Restaurante Vivá, Taubaté
Os pratos individuais variam de R$ 60,00 a R$ 120,00. 
Além do verde das árvores lindas e da sombra, adorei que tem vários ambientes independentes.

Risotto de frutos do mar no Restaurante Vivá, Taubaté
Dê uma olhada no site deles AQUI antes de ir para checar os horários de atendimento. 

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Chinatown de Calgary


 Nessa última vez que estive em Calgary dediquei um pouco mais de tempo para conhecer a Chinatown. A população asiática lá é muito grande. Os chineses e asiáticos estão lá há muitos anos e ajudaram a construir a Canadian Pacific Railway.
Dá para perceber quando estamos chegando perto do bairro.
A Chinatown fica bem no centro e o seu marco principal é o Centro Cultural Chinês, um prédio imponente por fora e também por dentro. Eles promovem cursos e tem uma programação de eventos diversa.
Estive lá numa festa da comunidade brasileira, inclusive. Foi interessante comer feijoada e coxinha num centro cultural chinês no Canadá com uma temperatura de -12C.
No subsolo tem um pequeno museu que não vale muito a pena visitar.
De lá é só seguir esse roteiro.
Se eu não estivesse procurando The Chocolate Lab jamais iria olhar para essa fachada nesse prédio de cem anos.
The Chocolate Lab, Calgary
Essa fábrica de chocolates só surgiu por que Eva Choi perdeu o emprego. Ela era engenheira no ramo de petróleo e gás. Por coincidência, na mesma época, seu marido, Dallas Southcott, estava fazendo um curso de culinária com chocolates e decidiram abrir sua própria empresa.
Até 2019 já haviam recebido dezoito prêmios internacionais. Começou só com o casal e hoje eles tem quase 20 funcionários. Tem um vídeo aqui mostrando a arte nos ovos de Páscoa de uns anos atrás. O que dá para ver do espaço é pouco, não sei como é por detrás dessa parede.
Eles combinam chocolates de vários países com licores e recheios surpreendentes e ainda fazem essa arte abstrata maravilhosa à mão.
Chocolate premiado
Cada um tem uma personalidade diferente. Esse do meio tem uma ganache de lichia e ganhou medalha de ouro 2018.
The Chocolate Lab, Calgary
Dá dó de comer mesmo. Esta foi a coleção na época em que estive lá.
The Chocolate Lab, Calgary
Pense num chocolate lindo e delicioso! E caro também. Aliás, nada no Canadá é barato, principalmente comida como legumes e frutas.
Melhor submarine de Calgary
Mais alguns passos e tem esse que é conhecido como o melhor submarine da cidade. A loja é minúscula.
Não comi por que já tinha outro plano mas esse sanduíche é mais do que recomendado. Tinha uma moça lá que levou doze para viagem, juro.
Far East Shopping Centre, Calgary
Esse shopping é bem interessante. Fica entre o Thi Thi e o Silver Dragon. Não aparece no mapa acima.
Você jura que está na China, onde nunca estive, aliás. É uma espécie de galeria que vai de uma rua à outra.
Far East Shopping Centre, Calgary
Na entrada dos fundos, tem esse armazém onde eles fabricam dim sum e vendem em saquinhos congelados. O preço é bom. Comprei para levar para minha filha e gostei.
The Silver Dragon Restaurant, Calgary
Daí o melhor da festa é almoçar no restaurante Silver Dragon. É muito curioso e sempre movimentado.
Dim sum
As garçonetes chinesas passam com carrinhos cheios de diferentes dim sums e você vai pegando as porções.
Você pergunta o que é e nunca entende a resposta.Tem que arriscar.
Quando você pensa que já viu todas as variedades aparece outro carrinho. É uma tentação.
Dim sum no The Silver Dragon Restaurant, Calgary
É bom ir com outra pessoa para poder experimentar bastante coisa.
Esse restaurante é muito bem conceituado e não é caro. Soube que tem uma filial deles em Banff num lugar com vista linda. Olhe, a Chinatown de Calgary não é um passeio imperdível mas comer no Silver Dragon Restaurant e visitar a Chocolat Lab eu diria que sim.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Conexão longa no aeroporto de Dallas


Acho essa uma boa dica. Numa ida ao Canadá tive que fazer uma escala de oito horas no Dallas Fort/Worth International Airport. Descobri um shuttlebus que faz o traslado por 5 dólares até uma cidadezinha muito simpática, daquelas do tempo dos cowboys. Antes, confira aqui no site do shuttlebus. Não tem mistério. Pegue a linha amarela. É só perguntar lá.
Não compraria com antecedência pois a gente nunca sabe se o voo vai atrasar mas tem vários horários de saída. O ônibus para em alguns hotéis nas redondezas para pegar outros passageiros então não se esqueça de calcular bem o tempo. 
Grapevine, Texas
Eu comprei a passagem na hora, no aeroporto mesmo, acho que no terminal D.  
O ônibus te deixa lá em Grapevine e avisa os horários da volta. Daí é só bater perna.
Grapevine, Texas
Grapevine começou por volta de 1843 quando um general americano se reuniu com dez chefes indígenas e fizeram um acordo de paz.
No ano seguinte começaram a chegar as famílias de colonos em suas carroças. O nome Grapevine veio de uma uva (wild mustang grape) que era muito abundante na região.
Wallis Hotel, Grapevine, Texas
O Wallis Hotel (1891) era o único da cidade e hospedava principalmente vendedores de implementos agrícolas. Tinha até um espaço de showroom para eles embaixo. Os donos moravam no andar de baixo, ao lado do salão de jantar. No andar de cima havia 20 quartos minúsculos onde só cabiam uma cama de solteiro de ferro, uma cadeira e uma pia. Duas carreiras de quartos não tinham nem janela. De acordo com o costume da época havia uma entrada separada para mulheres. O "Hotel de Tijolos" nunca foi muito rentável e acabou sendo fechado em 1926. Foi demolido no final de 1930 e o que restou dele foi usado para construir a nova Highway 26 para Fort Worth.
Wallis Hotel, Grapevine, Texas
Um caso interessante que ocorreu lá foi que num inverno andou sumindo lenha cortada do hotel. O filho do dono foi se aconselhar com um ferreiro que fez um furo num dos pedaços de lenha e encheu de pólvora. Falou para o rapaz colocar cuidadosamente o pedaço de lenha de volta na pilha. Na manhã seguinte ouviu-se uma explosão e puderam ver uma nuvem negra de fumaça saindo de uma das casas vizinhas. Nunca mais a pilha de lenha do hotel foi saqueada.
Enfim, lá por 1991 a comunidade começou a construir uma réplica fidelíssima do hotel no local onde podemos vê-lo hoje. Usaram como base documentos históricos, fotos antigas e depoimentos de descendentes de proprietários.
Log cabin in Grapevine, Texas.
Esse é um exemplo de moradia da época. A madeira foi toda talhada à mão. Ficava em outro lugar e foi relocada para essa área. Os americanos e os canadenses são muito bons nesse negócio de tirar uma casa histórica de um lugar e montar em outro. Fico impressionada com isso. Eu contei sobre a vila dos imigrantes da Ucrânia AQUI num outro post. Vale a pena dar uma olhada na beleza que é e também no incrível Heritage Park de Calgary.
Quilt americano
Na cama, o tradicional quilt americano, tapetinhos feitos com retalhos, crochet, macramê, muito interessante. Nada feito em série. 
 Nos faz pensar no verdadeiro sentido da palavra "essencial", ou minimalista, como dizem hoje.
Mais um quilt. Até que era bem espaçosa a cabana. Eu visitei um museu de quilt em Nova York e contei aqui.
Placa com as datas. 
E assim era a primeira cadeia de Grapevine. Também foi tirada de um lugar e trazida para a avenida principal. Já pensou? No inverno ou no verão devia ser um castigo. Fora o vexame!
Maior sino de vento do mundo
Segundo os locais, esse é o maior sino de vendo do mundo. 
Eu fiz esse passeio todo arrastando minha mala de mão! Agora que eu vi. Não sei onde eu estava com a ideia. Só sei que deu para eu passear, comer um belo de um hambúrguer e tomar uma Bloody Mary maravilhosa como só os americanos sabem fazer. A propósito, eu contei aqui o que fazer numa escala longa na Cidade do México.