sexta-feira, 28 de junho de 2019

Imigração ucraniana no Canada. Você teria encarado?

Meu foco aqui é a coragem que tiveram ao atravessar o oceano e como a esperança é capaz de operar milagres. Eu desisti de entender a história desse país antes da vinda deles para o Canadá. Há mais de cem anos a perseguição (religiosa, entre outras) forçou muitos ucranianos a sair de seu país. Procurando por tipos de terra similar para ganhar a vida muitos se estabeleceram na área ao redor de Edmonton, Alberta. Hoje existe lá uma próspera comunidade de ucranianos e 10% da população de Alberta tem origem ucraniana.
Esses novos cidadãos canadenses da Ucrânia se uniram para construir esse fascinante museu vivo, ao ar livre, para explicar como era a vida na virada do século. Foi o melhor passeio que fiz nessa ultima visita ao Canada.
O Ukrainian Cultural Heritage Village, mostra de forma muito interativa e em detalhes como foi a ocupação inicial dos imigrantes ucranianos no centro leste de Alberta de 1892 a 1930.
Ukrainian Cultural Heritage Village
Dá para visitar mais de 35 estruturas históricas restauradas inclusive três igrejas rito bisantino oriental. O governo canadense queria povoar o oeste de Alberta e oferecia terra de graça, muita terra.
Um cidadão ucraniano, Iwan Pylypiw, foi para o Canadá conferir se era verdade, voltou para seu vilarejo na Ucrânia, confirmou a veracidade da doação de terras e muitos o seguiram.
Óleo sobre tela de Peter Shostak mostrando os ucranianos aprendendo a caçar perdizes e coelhos para sobreviverem
A ideia foi ótima mas eles não estavam acostumados com o inverno rigoroso dessa região.
Oleo sobre tela- Peter Shostak
Quando chegaram, tudo que tinham era um baú ( imaginem escolher o que levar nesse baú!) por família. Encontraram terras virgens com mata nativa.
Geralmente chegavam na primavera para dar tempo de construir uma "sod house" ou "sod schak" que era uma casa com estrutura de madeira preenchida com barro e coberta com grama. Podiam ser construídas em cinco dias. Imaginem o sufoco! Eram quentes no inverno, frescas no verão e eram à prova de fogo. A desvantagem é que tinham uma tendência para goteiras na época das chuvas e atraíam vermes. Mulheres tinham seus filhos ali, os criavam, cuidavam da terra enquanto os maridos estavam ausentes em alguma empreitada distante.
Óleo sobre tela de Peter Shostak - casaco de pele de carneiro
Imagine o que passavam no longo inverno, isoladas de tudo e ainda com coiotes lá fora. 
Eu contei AQUI quando visitei um museu semelhante em Calgary .Eles mor
avam por até uns 3 anos nessa casinha até fazerem uma melhor. Como só tinham um baú de coisas, o resto todo eles tinham que fazer ou improvisar, as camas, o forno, a mesa, brinquedos. Chegar na primavera significava dar tempo para plantar para o inverno.
Serigrafia de Peter Shostak mostrando as conservas de pepino. 
Plantavam cebola, beterraba, batata,pepino, linhaça e dill para o borscht, entre outras coisas. Isso tudo pode ser visto na visita às pequenas propriedades do museu. Na escola, juntavam as crianças da primeira à oitava série na mesma sala com um único professor. Meninos de um lado e meninas do outro.Tinham ferias para trabalhar na época da colheita. A escola tinha o nome de Escola Russa por que alguém do governo canadense esteve lá e não tinha a menor ideia de onde vieram essas pessoas e achou que eram russos. O nome só foi mudado anos depois.  
Loja na Ukrainian Cultural Heritage Village- Edmonton
Quando você visita a vila você entra numa loja, por exemplo e logo vem alguém falar com você. Daí a pessoa começa a contar da vida dela, te mostra tudo e você jura que ele mora ou trabalha lá. Essa loja era de um comerciante que morava com a filha de 10 anos nos fundos da loja.
Ele mostrou o quarto onde dormia com a filha, a cozinha e como carregava a bateria do carro com um moinho de vento instalado no telhado. Eu acreditei.
Museu/Vila ucraniana em Edmonton, Canada.
Na verdade, são atores contratados para trabalhar na temporada de verão, por exemplo. Eles realmente incorporam os papéis, adquirem sotaque e assim a experiência fica bem real e a gente se sente realmente visitando uma vila de imigrantes.

Os próprios atores acabam valorizando o trabalho dos ucranianos pois uma moça da atual geração acaba trabalhando duro assando pães o fim de semana todo num forno a lenha, os rapazes lidam com os cavalos, aprendem a profissão de ferreiro, aprendem a fazer pierogies, enfim, todo mundo ganha.
 Nessa linda construção fica o restaurante, com comida excelente, bem informal.
Celeiro, venda de grãos
A maioria dos imigrantes veio da Galicia Bukovina.
São aproximadamente 35 construções restauradas do período de 1892 a 1930. 
Igreja ortodoxa grega ucraniana
Tem três igrejas e muito simbolismo. Os três domos representam a Santíssima Trindade. A cruz mostra que a igreja é de fé ortodoxa tendo a coroa de espinhos de Jesus na parte de cima.
Lustre esculpido em madeira 
O marrom representando a terra onde caminhamos, o verde representa a vida na terra e no teto o azul com estrelas douradas representando o céu sobre a terra. As igrejas bizantinas são geralmente construídas em forma de cruz.
 
Casa de Iwan Pylypiw
Esta foi a ultima casa de fazenda onde Iwan Pylypiw  morou, a terceira que ele construiu na área de Edna Star.
Dentro da casa de Iwan Pylypiw
Pensar que ele começou com aquela casinha de grama! Iwan chamou uma sobrinha para vir morar com ele e em troca ela cuidaria da casa e faria as refeições, dormiria na cozinha para poder já acender o fogão à lenha bem cedinho. Ela nunca tinha tirado leite de vaca e quando tentou a vaca fugiu. Perderam a tal vaca. Depois a sobrinha foi cozinhar e serviu trigo cozido com sal. Só. Iwan ficou chocado pois isso mostrava claramente que era só o que o povo dele andava comendo na Ucrânia.
Boa notícia é que ele morreu rico em 1936 com 77 anos. 
Tem uma loja com produtos típicos.
Um dos mais conhecidos para nós são os ovos pintados.
Em Curitiba eu vi os mais bonitos, contei AQUI e são da Silvana Pujol, uma artista de Pomerode.  
Serigrafia de Shostak - Por que não temos mais tempo para fazer os ovos?
Pêssanka, ou pysanka, é um termo ucraniano que pode ser traduzido como escrever. São ovos inteiros e crus decorados à mão com motivos místicos e arte ucraniana.
Tradicionalmente, as pessankas são feitas na última semana da Quaresma e levadas à igreja no Domingo de Páscoa, para serem abençoadas. Nesta ocasião são presenteadas às pessoas amigas. 
Visitor Center- Ukrainian Cultural Heritage Village
 O grupo tentava permanecer em contato, embora morassem longe uns dos outros.
Peter Shostak - Natal na Escola
Os professores não ucranianos tentavam introduzir novas tradições como o Papai Noel e a árvore de Natal.- O Brasil abriga hoje a maior comunidade ucraniana da América Latina, contando com mais de 1 milhão pessoas, entre ucranianos e descendentes, 80% deles vivendo no estado do Paraná.  
SErigrafia de Peter Shostak - Os cuidados com as roupas tradicionais
É um museu para todos, principalmente para os habitantes de Alberta aprenderem sobre seu passado. Ótimo programa para fazer junto com a visita ao Elk Island Park, o parque do alces e bisons. Recomendo!!!
Elk Island Park


quinta-feira, 20 de junho de 2019

Escala na Cidade do México- O que fazer (sozinha)?


Zócalo, visto do alto da Torre Latinoamericana
Boa parte da capital mexicana atual foi construída sobre uma ilha num lago chamado Texcoco, ou seja, parte desse lago ainda existe no subterrâneo e algumas construções foram edificadas sobre argilas fracas e deformáveis. Com o aumento da população e com a extração de água constante dos aquíferos o subsolo tem afundado de 8 a 12 cm por ano desde meados do século 19.
Devo ser a única pessoa que não sabia disso, estava mais preocupada com um eventual terremoto.
É um assunto extenso esse do afundamento! Isso que eu chamo de problema! Tenochtitlán foi fundada em 1325 e era a capital do Império Asteca.  
Os vestígios e ruínas da antiga cidade podem ser visitados no Museu do Templo Mayor, no centro histórico. As escavações aconteceram entre 1978 e 1982. 
Tenochtitlán foi completamente destruída pelos colonos espanhóis em 1524 e reconstruída nas décadas seguintes seguindo os padrões de colonização de exploração implementados pelo Império Espanhol. 
Mercado de Artesanias San Juan
Mas eu gosto mesmo é de começar pelos mercados e comidinhas. Na primeira vez, em 2015, estive no Mercado de Artesanias de San Juan e adorei mas não pude comprar nada pois não aceitavam cartão e foi uma escala não planejada. Fiquei com uma paixão mal resolvida pelos recuerdos que não pude trazer.
Bem em frente tem um local conhecidíssimo, El Huequito, que vende taquitos deliciosos na rua, tipo churrasco grego. Fica lotado. Na mesma calçada fica a La Cantina No 7 que é uma farra de bebida e aperitivos mexicanos. Pense num lugar autêntico!
Dá para provar o mezcal, tequila e o sal de chapulin  (gafanhoto) que é servido numa fatia de laranja antes de você tomar um shot do mezcal. Coisa para valentes! Daí, agora, estava no aeroporto esperando o Uber, conheci uma brasileira que me perguntou onde eu estava indo. Disse que iria ao Mercado de San Juan pra comprar o sal de chapulin. Ela arregalou os olhos e disse que de jeito nenhum eu deveria ir até lá sozinha e insistiu em me acompanhar até o mercado e fomos juntas. Ela mora na Cidade do México há cinco anos e contou horrores sobre sequestros, rapto de crianças para retirada de órgãos e narcotráfico. Credo!! Que bom que eu a conheci!
Quando chegamos lá vi que não era o mesmo mercado e ficava num lugar bem feinho mesmo, barra pesada. O nome era o mesmo. Fiquei sem entender nada. Será que troquei os nomes? Só para deixar claro, então são dois mercados com o mesmo nome, um deles é de artesanias. Enfim, já que estava lá resolvi passear.
Mercado San Juan- Cidade do Mexico
Eles tinham vários tipos de sal de diversos insetos. Muito curioso, de gafanhoto, formiga, larva do brejo, verme e escorpião com chocolate. Comi a larva (gusano) e até achei gostosa, com gostinho de bacon.
Os outros sais, todos ótimos e acabei trazendo o de gusano mesmo. Não comi o escorpião porque achei caro.
Ao redor, eles vendem legumes mas o forte mesmo são as carnes de animais que ficam lá expostas de forma bem chocante. É de tirar o apetite. Eles carneiam tudo lá mesmo, pelo visto.
Carneirinhos degolados, coelhinhos com pelo só nas patinhas, perus enormes pendurados inteiros, é um horror mesmo de ver.
Precisava deixar os perus assim tão sem dignidade?A brasileira não gosta de ir lá, só foi mesmo por solidariedade. Eu ficaria muito desconcertada lá sem ela hablando espanhol. 


Tem veado, jacaré, sorvete de verme. É que a maneira como eles expõem é chocante. A minha nova amiga disse que o marido trabalha na vigilância sanitária e quase tem um ataque quando vai lá.
Insisti em tomar um tal café de Oaxaca que eu tinha visto numa reportagem mas não achei nada de mais. O dono do café, o Pablo, é uma simpatia, muito falante e tem muito orgulho das recomendações recebidas e fotos de famosos que já passaram por lá para um café.
O café chama-se Triana. Acho que se eu não mencionar o nome ele vai ficar chateado.
El Cardenal- Cidade do Mexico
De lá ela me deixou de Uber no El Cardenal (Calle della Palma 23) onde eu iria tomar um café da manhã bem típico e tradicional. Fiquei pesarosa de me despedir dela pois tinha muitas perguntas para fazer sobre como é viver nessa cidade tão diferente.
Gorditas no El Cardenal
O café da manhã mexicano sustenta bastante, os pratos vem com feijão, panquecas feitas com milho, coisa para gente que tem fome de verdade. Pedi essas gorditas por que achei bonitinhas e vi na mesa ao lado. O resto do cardápio eu não entendi bem, claro.
Valeu a visita, o lugar é bonito, fica num segundo andar com vitrais nas janelas e é frequentado só por mexicanos, pelo que vi. Deixei minha mala de mão lá na recepção (rezei para não levar susto na volta) e fui bater perna.
Daí fui caminhando até a Praça da Constituição, conhecida como Zocalo. Dá para passar muitas horas por lá pois tem o Palácio do Governo onde dá para ver obras do Diego Rivera, além do Templo Mayor que mencionei acima. 
 A Catedral Metropolitana da Cidade do México é uma das mais antigas catedrais católicas romanas do continente americano e foi construída sobre os escombros do Templo Mayor. Lá dentro, do lado direito do altar principal, dá para perceber as colunas bem inclinadas pelo afundamento.
Catedral Metropolitana de la Asunción de la Santísima Virgen María a los cielos
Resolvi ficar só pela catedral dessa vez pois me lembrava que lá tinha uma imagem linda da Nossa Senhora de Guadalupe.  Ir ao Santuário não daria tempo.
Altar do Perdão

Outro destaque é o órgão do séc. XVIII, construído na Espanha. Apresenta 6 mil flautas metálicas. O entorno é talhado em madeira de cedro. Acho que é o mais bonito que já vi.
A construção adjacente é conhecida como Tabernáculo Metropolitano e serve de sede ao batistério paroquial e aos órgãos de registro de paroquianos. Acho linda! 
Ali também tem um altar com a imagem da Nossa Senhora de Guadalupe. A verdadeira imagem fica na Basílica que é longe dali.
Ela é minha Nossa Senhora predileta. Gosto da história do índio humilde que a viu algumas vezes nas montanhas e ela pedia a ele para que fosse construída uma capela para ela. Ele ficava desconsertado pois era um homem simples e nunca seria ouvido. Pediu a ele que fosse falar com o bispo. O bispo, claro, não o recebeu por várias vezes e ainda pediu uma prova.
O índio, Juan Diego, voltou ao morro onde a encontrava e falou sobre a prova e Ela fez brotar uma roseira com rosas  belíssimas que seriam impossíveis de florescer naquele terreno e muito menos naquela época do ano. Ele colocou as rosas no seu manto rústico, feito com fibras de cactos (normalmente usado para carregar mantimentos e para proteger do frio). Desceu para a cidade, custou a ser recebido mas quando desenrolou o manto e o bispo viu as rosas e a imagem da Nossa Senhora foi um choque. De lá para cá muitos testes foram feitos no tecido e até hoje não há uma explicação para essa imagem que foi plasmada. Só essa imagem e a do Santo Sudário ate hoje não conseguiram ser explicadas pela ciência. Uma vez um maluco explodiu uma bomba perto do quadro e tudo em volta foi destruído, menos o manto sagrado. Hoje ele fica super protegido na nova Basílica. 
Um lugar muito fofo que tem no centro é essa doceria. Dulceria de Celaya.
Dulceria de Celaya - Ciudad de Mexico

Está alí desde 1874 e faz doces bem típicos mexicanos. O teto é lindíssimo.
Buñuelos - Dulceria de Celaya ,Cidade do Mexico
Não comi nenhum por que não posso mesmo.
Os mexicanos adoram doces e tem lojas muito interessantes, com uns muito curiosos, inclusive muitos com pimenta.
Desta vez também deu para conhecer melhor a Casa de Los Azulejos. Três lados desse palácio do século 18 são cobertos com azulejos talavera que vieram de Puebla.
O palácio data de 1793 e foi construído pelos condes de Orizaba. Ao longo dos anos, passou por inúmeros donos até ser adquirido pela rede Sansborn em 1919.
Lá dentro tem uma filial da loja mas o mais bonito é o restaurante.
Tem cara de filme. O interior tem um misto de arquitetura colonial e barroca.
Forro maravilhoso de madeira.
Uma coisa imprudente que fiz foi ir sozinha até a Plaza Garibaldi onde fica o Museo da Tequila e Mezcal . O mezcal é uma bebida alcoólica destilada, produzida a partir do sumo fermentado do agave.
O mezcal diferencia-se da tequila por ser uma bebida mais "rústica", sendo em geral destilada apenas uma vez, contra duas ou três da tequila.
Era domingo de noite e achei que a praça estaria cheia de turistas e famílias. Estava sim, lotada de mariachis querendo tocar, muitos mesmo, deu até pena. Alguns quarteirões antes de chegar eles ficam no meio da pista na rua abordando os carros para irem até a praça. Por todo lado tem gente tocando.
Lá tem o Museo da Tequila e Mezcal mas só entrei na lojinha que é um encanto.
Tinha um bar bem simpático com alguém cantando.
Tem visita guiada mas não iria dar tempo, estava escurecendo e não seria prudente fazer degustação de mezcal sozinha.
Uma curiosidade é o antigo costume de algumas marcas de introduzirem a larva de uma borboleta ( gusano, aquela que eu comi) dentro das garrafas de mezcal. Esta larva, que normalmente se desenvolve no meio das plantas do agave, mantém-se intacta se submetida a determinado teor alcoólico na bebida, abaixo deste teor ela se desintegra. Quem tomar o último gole da garrafa tem que comer a larva que fica no fundo da garrafa. É a regra. Dessa forma eu não conseguiria comer não!!
Em resumo a praça é bem animada, com vários restaurantes ao redor, um deles é bem conhecido, o Tenampa mas achei turístico demais.
e resolvi comer no Mercado San Camilito que é mais autentico.


A decoração bem alegre, mesas grandes forradas com plástico e com uma enorme variedade de comidas bem típicas.


Esses molhos na mesa são coisa do capeta!! Tem a maior cara de vinagrete mas é tudo super ardido. Eu tinha ido a pé da Torre Latinoamericana até lá. Uma fria, barra pesada nas calçadas da avenida Eje Central Lázaro Cárdenas. Voltei de táxi para o hotel.
Fui tomar café da manhã num outro lugar que me encantou, o Café de Tacuba. O café tem 107 anos e tem até história do fantasma da monja Clarisa que aparece nas escadarias e também foi palco do assassinato de um candidato eleito a governador em 1936. 
Repare no uniforme das garçonetes! Acho que estão vestidas como as religiosas do convento de Santa Clara. Não entendi bem o espanhol. O lugar é incrível.Tirei tantas fotos que no fim estavam me olhando feio mas eram muitos detalhes, pinturas a óleo, madeiramento, azulejos,
paredes largas, vitrais, quadros, muito lindo mesmo.
Cafe de Tacuba, Cidade do Mexico
Servem almoço também mas o forte é o café da manhã.
Anthony Quinn filmou cenas do filme "Los hijos de Sánchez" no Cafe Tacuba. A comida do casamento de Diego Rivera com Guadalupe Marín em 1922, veio daqui.
Me esqueci o nome do prato que comi mas era com um mole poblano dos melhores. 
La Ciudadela- Cidade do Mexico
Outro lugar imperdível para artesanato é a Ciudadela.
Artesanato mexicano
Abre as 10 da manhã. É um mercado bem grande e tem de tudo.
É meio cansativo pechinchar, tem que ter paciência mesmo.




Poderia passar muitas horas por lá.
Torre Latinoamericana
No domingo ainda visitei o Mirador Torre Latino.  Considerado o edifício mais alto do México e durante vários anos, da América Latina, a Torre foi inaugurada em 1956 e já passou por inúmeros terremotos, continua sendo um gigante. É sem dúvida a melhor vista da cidade. Fui até lá em cima no 44o andar. No 41o  fica o restaurante Miralto. Além de uma lojinha existem dois museus lá.
Geralmente evito esses lugares altos mas achei que valeu a pena. A vista é realmente incrível.
Foi bom para me localizar. Repare que no fundo dessa foto fica o aeroporto. Ele é próximo, uns 10 km e no entanto o transito lá é tão ruim que as vezes pode-se levar até 4 horas para chegar. Esse é um ponto estressante pois você para na cidade para passear e daí tem medo de perder o avião. Acontecem manifestações frequentemente. No dia que eu estava dentro de um Uber indo para o aeroporto tinha uma manifestação dos taxistas contra o Uber. Tenha dó! Tivemos que dar muitas voltas.
O Palacio de Bellas Artes é o principal teatro de ópera da Cidade do México. O edifício é famoso pela sua arquitetura exterior, em estilo Beaux Arts utilizando mármore branco de Carrara e pelos seus murais interiores por Diego Rivera,Rufino Tamayo, David Alfaro Siqueiros, e José Clemente Orozco.
Atualmente o teatro é utilizado para espetáculos de música clássica, ópera e dança, em especial o "Baile Folclórico".
Uma particularidade específica do Palácio de Belas Artes são os seus vitrais representando um vulcão e os vales do México. No teatro tem sede a Orquestra Sinfônica Nacional, a Orquestra das Belas Artes, a Orquestra de Câmara das Belas Artes, e Companhia Nacional de Dança e a Companhia de Ópera das Belas Artes. 

No início da sua carreira, Maria Callas cantou em várias produções no Palácio. Outras estrelas da ópera que pisaram o palco do teatro incluem Plácido Domingo, Luciano Pavarotti, Kathleen Battle, Kiri Te Kanawa e Jessye Norman. Muitas das mais importantes orquestras e companhias de dança atuaram também no Palácio. 
O Palácio foi utilizado para os funerais de artistas de importância nacional, como Frida Kahlo (1954), María Félix (2002) e Juan Gabriel (2016).
Isso foi o que deu para fazer em uma escala de 24h na ida e uma de 12h na volta, fora a de 2015. Não dá para pensar em visitar museu, não se tem a paz necessária.
Uma dica importante é não passar por lá na segunda feira por que justamente os dois museus que me interessavam não estavam abertos, o da Frida Kahlo e o Museo de Arte Popular. O belíssimo Soumaya,que eu queria conhecer, até estava aberto mas daí eu só teria tempo para essa visita.


Fiquei no mesmo hotel nas duas escalas de 24 horas, o Marlowe, por ser bem central. Não é uma beleza mas é decente.
Não é necessário levar pesos do Brasil, leve reais para trocar lá onde pagam quase o dobro em uma das muitas lojinhas de câmbio no aeroporto, na parte de cima do Terminal 2. Provavelmente é nesse terminal que você vai embarcar e desembarcar. Outra coisa, o Wi-Fi gratuito do aeroporto é uma lenda. A única solução para poder pedir um Uber, por exemplo, foi ficar próxima ao Starbucks na área de alimentação na parte de cima.
Abaixo, os valores do locker nesta data, no aeroporto para o caso de suas malas estarem com você. 
Outra coisa, é claro que é para beber água de garrafinha mas quanto às comidas de rua, não foi dessa vez que sofri a Maldição de Montezuma", hehehe, talvez por ser brasileira e tenha maior resistência. Sei lá. Escapei. Mas que existe, existe sim.