Virginia Costa

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Gerberoy, França

Antes de chegar na cidadezinha sobre a qual quero contar hoje, não poderia deixar de mostrar um pouco da paisagem vista no caminho até lá.
 As fotos foram tiradas da garupa da moto em movimento. To boa nisto, né?
Era uma vez, antigamente, uma cidade famosa, toda murada no norte da França. Depois de muitas guerras por lá, no fim da Guerra dos 100 Anos, seu castelo ficou em ruínas.
 Depois a cidade ainda passou por um incêndio e peste. Ficou esquecida por séculos até que um artista a despertou. Ficou encantado por suas ruas de pedras e por suas casinhas de contos de fada.
 Ele a enfeitou com rosas e transformou as ruínas do castelo num jardim inigualável. Isto foi em 1901 e o artista foi o pós-impressionista Henri Le Sidaner.
 Hoje a cidade de Gerberoy é um dos 100 vilarejos mais bonitos da França. Fico feliz por ter aproveitado o pouco tempo que passei lá para caminhar por aquelas ruazinhas por onde passou muita gente famosa, Henrique IV, por exemplo.
 Não há fios aparentes de telefones nem de eletricidade, placas ou sinais de transito. Os carros não podem estacionar nas ruas.
 A “Vila Das Rosas”, com 115 habitantes,  continua a ser admirada e frequentada por artistas. Vi alguns desenhando as casinhas em estilo enxaimel e de tijolinhos e pequenos ateliers. 
 O ideal é visitá-la quando as rosas e glicínias estão no auge, no fim de Julho. Eu estive lá no fim de Agosto e mesmo assim achei encantador. No terceiro domingo de Junho acontece por lá o Festival das Flores.
 Não sei dizer o nome das ruas por onde andei , NESTE SITE  eles dão as dicas com detalhes sobre os passeios, os jardins do antigo castelo, a prefeitura com um museu etc.
 Não dá vontade de bater na porta e pedir pra conhecer por dentro e principalmente, conhecer sobre a vida das pessoas que moram nas casas?
 Difícil escolher qual das fachadas eu vou pintar...
 Por falar em pinturas, olhaí um quadro do Henri Le Sidaner.
 Aqui eu fiz uma colagem de um quadro dele com uma das fachadas. Seria capaz de jurar que é o mesmo lugar.Reparem bem. Quanta coisa estas ruas não testemunharam de lá pra cá!
 Agradeço mais uma vez ao Ricardo Lugris e Graça que me deram o presente de conhecê-la.

2 comentários:

Regina disse...

Que lugar realmente encantador Virginia. Adoraria poder um dia visitá-lo.

Flora Maria disse...

Diante dessa beleza toda, não posso deixar de fazer o comentário que vivo fazendo ultimamente: se lá eles podem ser assim, por que nós aqui não podemos também ?

Adorei a postagem e vou divulgar.
Beijo