Virginia Costa

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Guararema - O que fazer

Estranhamente, morando tão pertinho de Guararema, nunca tinha estado lá. Esse é o Memorial Origens de Guararema. Bonito e imponente, representa os elementos formadores do povo guararemense: indígenas, religiosos e colonos. Trevo da Rodovia Henrique Eroles, km 78. 
Entrando na cidade, esta pode ser a primeira parada: Recanto do Américo. Miniparque ecológico, com pontes e decks de madeira ligando uma das margens do Paraíba a duas ilhotas cobertas de Mata Atlântica. Também conhecido como Pau D´Alho, esse espaço foi reurbanizado em 2011. A prefeitura o considera como o cartão postal da cidade. Em toda a sua extensão uma área cheia de recursos naturais, que se interligam em uma praça com quiosques, bancos, alambrados, decks com vista panorâmica, banheiros e lanchonete. 
As pontes que interligam a praça às ilhas foram construídas sob especificações de normas canadenses e levam o visitante a diferentes pontos sobre as águas do Rio Paraíba do Sul. Conta com ampla e variada concentração de espécies de mata nativa, remanescentes da Mata Atlântica, além dos recursos fluviais e da centenária árvore Pau d'Álho, com 33 metros de altura. A partir do Recanto do Américo, é possível visitar as duas ilhas do Rio Paraíba do Sul e contemplar suas corredeiras e os animais que por ali vivem O espaço está aberto à visitação todos os dias das 9h às 18h. Segurança 24h.
 
 Bom, logo parei para um café com bolo no Roça & Poesia. Funciona em um casarão  de 1915, decorado com vários objetos antigos. Rua Coronel Ramalho, 54 . Fica bem pertinho e antes da Igreja Matriz.  

 
 Tem vários tipos de bolo caseiros, este era um gelado de coco. Adorei a maneira como servem o cafezinho, coado ali na hora. Total: R$ 10,00
 A decoração é bem rústica, com detalhes encantadores.
 Gosto de restaurantes assim, sem frescura, com personalidade e preço razoável. 
Mais tarde voltei ali para almoçar. A galinhada era o prato do dia. Muito bem servida e decorada com capricho. O prato ( que acabei levando a metade para casa) + uma água: R$ 28,00.
 Em seguida tem a praça da Matriz (São Benedito) e o Pátio  Zé da Bala, um espaço cercado por painéis fotográficos que ilustram um pouco da história de Guararema. Atravesse ali pela Travessia Dona Victória para chegar...
 ..ao Centro de Artesanato Dona Nenê. Fica no Parque de Lazer Profª Deoclésia de Almeida Mello, de onde parte o passeio de trenzinho turístico nos fins de semana.

 
 Ali perto também fica a Ilha Grande.Como o nome já diz, trata-se de uma ilha do Rio Paraíba do Sul, no centro da cidade. O espaço foi reurbanizado e ganhou trilhas que percorrem o local. Dá para ver os peixes da ponte e alimentá-los. Tem playgrounds, trilhas, capivaras, área para prática de exercícios físicos,  bebedouro e banheiros limpos. Funciona das 6h às 22h de domingo a domingo.
Lá na Ilha tem o Núcleo de Educação Ambiental Sinhô Muniz. É um espaço destinado às ações que promovem a preservação e respeito ao meio ambiente. Adorei esta árvore toda feita com garrafas PET! Este tipo de atividade se tornou uma marca registrada de Guararema. A população ajuda na coleta do material e na confecção de enfeites.
Esta atividade acabou ganhando um status de Programa. O Programa Guararema Cidade Natal começou em 2009 e hoje em dia gera empregos, fomentou demais o turismo na cidade e ainda contribui com o meio ambiente. Até 2014 haviam sido recolhidas e reutilizadas, mais de 4,5 milhões de garrafas PET. 
 Outra surpresa para mim foi a Estação Literária, uma biblioteca super moderna, que tornou-se um dos pontos de encontro da cidade também. Oferece uma série de atividades para crianças, adultos e idosos e conta com um simpático café e cantinhos para ler e conversar. Está localizada na Rua 19 de Setembro, 223 e abre de terça à sexta, das 9 às 20 horas e sábado, domingo e feriados, das 10 às 17 horas. Acesso para cadeirantes, aliás, pela cidade toda.
 Fiquei realmente impressionada com a organização, limpeza e variedade de opções para aprendizado gratuito oferecida  à população. 
  Olhem só esses espaços!

 Mais adiante, o Pontilhão, inaugurado em 1910. Um projeto belga montado por ingleses na cidade. De lá, a vista é muito bonita para o rio. 
  Estação da Estrada de Ferro Central do Brasil. que engloba o Pátio dos Ferroviários, é um dos ícones. A antiga estação que, em breve, será reativada – foi utilizada de 1876 até a década de 70 e tombada pelo município como patrimônio histórico. A estação voltará a funcionar novamente com a implantação de um roteiro turístico de 7 km a ser operado pela Maria Fumaça 353, que levará até 150 passageiros em vagões da década de 1930 em uma divertida volta ao passado. A viagem vai levar até a renovadíssima Estação Luiz Carlos, que, aliás merece um post especial para outro dia.
 Igreja Nossa Senhora D'Ajuda. Do século XVII, (de 1682), foi construída pelos jesuítas. Para chegar lá em cima tem 81 degraus mas tem uma entrada para carros do lado direito que dá acesso ao estacionamento bem atrás da Igreja. 
 Abriga a imagem de Nossa Senhora D’Ajuda em terracota, trazida diretamente da Europa para o Brasil.  
  Tombada pelo Patrimônio Histórico.
 Tem pinturas do artista sacro José Benedito da Cruz.
 Voltando à rotatória no início dessa viagem, do lado direito tem uma entrada para o bairro Freguesia da Escada. Lá encontra-se outra igreja muito linda, a Nossa Senhora da Escada, de 1652.  Com arquitetura tipicamente Barroca, foi construída pelos índios sob a orientação dos jesuítas e abriga a única imagem de São Longuinho do Brasil. 
 Funciona  de terça a domingo, das 9 às 17 horas. Histórias à parte, a imagem de São Longuinho foi encontrada na Igreja de Nossa Senhora da Escada nos idos dos séculos 18 e 19 (ninguém sabe a data ao certo). 
 Sabe-se, contudo, que a imagem era do santo porque o nome dele estava escrito num pedaço de juta. Construída no local da antiga capela de 1652; tombada pelo Patrimônio Histórico.
 Paredes em taipa de pilão.
Faltou muita coisa para ver: a Orquidácea, os casarões antigos do século XVIII que eu não encontrei, Morro do Gerbásio, o Centro Artesanal, Empório Cultural Megandra, o Parque da Pedra Montada ( em reforma), Alambique do Décio e um restaurante que eu queria conhecer, o Casarão da Freguesia. Também quero voltar na época do Natal. 

Um comentário:

iara marinho disse...

Virginia quero lhe agradecer, pois já fui várias vezes em Guararema e Freguesia da Escada e não vi com os seus olhos. Vou voltar lá com todas as suas indicações. Maravilha.