Virginia Costa

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Curitiba- A Feira do Largo da Ordem e arredores

Essa feira é aos domingos. A dica é chegar mais cedo, por volta das 9:00 h. Mais tarde complica para curtir tudo.
É uma feira bem completa. Interessante, a barraquinha mais disputada era essa aí com joguinhos desses que a gente tem que quebrar a cabeça. Foi difícil achar um espaço para tirar uma foto. 
Sempre procurando coisas relacionadas aos imigrantes achei algumas jóias.
Outra excelente artista de pêssankas, a Nádia. 
Foi difícil resistir a esse bonecos tão expressivos e com jeitinho de contos de fadas.Repare nos óculos, no livrinho de tecido (com escritos!), na fivelinha das botinhas. 
Uma outra artista pinta à mão esses souvenirs delicados.
Toda uma feirinha de legumes em tecido!
Acho esse trabalho o máximo. Tudo feito com garrafas P.E.T!! Comprei uma libélula para minha coleção rsrsr
A parte de alimentação é ótima, estava lá o Tadeu com seus pierogis que já contei mas desta vez comi numa barraquinha que tinha fila, o Canto de Minas. Comi um bolinho de mandioca com bastante recheio de carne seca e com quatro molhinhos ótimos de acompanhamento. Vi uns pastéis de camarão com cara ótima também e outros tipos de bolinho.
Daí aproveitei para visitar essa igrejinha pequena com um nome enorme:  Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos de São Benedito . A construção é de 1946, em estilo barroco. Construída no mesmo local da antiga igreja, demolida em 1931. 
A primeira igreja do Rosário foi construída por escravos e para os escravos, inaugurada em 1737, em estilo colonial. Era a terceira igreja de Curitiba, depois da Matriz e da Igreja da Ordem.
 O nome original era Igreja de Nossa Senhora dos Pretos de São Benedito. Com a abolição da escravatura, a igreja perdeu sua razão original de ser. Serviu de matriz de 1875 a 1893, durante a construção da Catedral, na Praça Tiradentes. Em 1951, foi confiada aos jesuítas. Na década de 1970, passou também a ser chamada de Santuário das Almas.
 A fachada atual ainda tem azulejos da igreja original.
 
 Uma boa desculpa para descansar do movimento da feira é visitar o Museu Paranaense fundado em outro lugar em 1876. Aqui ele funciona desde 2002. Muito interessante, fica num casarão que é uma viagem ao passado e o propósito é nos fazer perceber como os que nos antecederam entendiam o seu tempo.
 
Lindas as latas antigas de erva mate e mostram cuias luxuosas e outras embalagens de erva de antigamente, brinquedos, moedas, armas e uma sala de banho.
Um lustre de louça ou porcelana, impressionante. A foto não ficou boa, ele é mais colorido.
 Eu fui me surpreendendo durante a feira. Tinha até uma mesquita com muita gente visitando.
E ainda o Memorial de Curitiba. Numa construção moderna, com vigas metálicas, é usado para exposições e pequenas apresentações. No andar de cima tem uma exposição de fotos antigas da cidade. Tem um painel muito bonito do Sergio Ferro representando o descobrimento do Brasil.
 
 O que mais gostei foi o Rio de Pinhões, moldado em barro local .Achei lindo e genial. Feito para que as pessoas não se esqueçam da sua identidade. 
 Os pinhões representam a fertilidade cultural essencial ao Paraná e ao Brasil. Foram moldados por Elvo Benito Damo,Maria Helena Saparolli e Priscila Tramujas. 

Nenhum comentário: