Virginia Costa

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Curitiba- Linha Turística

Curitiba tem tantas atrações que pode se dar ao luxo de ter uma linha de ônibus especialmente para levar os turistas aos principais lugares. 
A linha começa na Praça Tiradentes mas você pode pegar o ônibus em qualquer das paradas e pagar na hora. R$ 35,00 e dá direito a mais quatro embarques. 
Dentre as 25 atrações, é difícil decidir.  É questão de gosto e de interesse pessoal por algum assunto.
Eu escolhi descer no Bosque Alemão, Bosque do Papa/Memorial Polonês, Bairro Santa Felicidade e Parque Tanguá. Preferi conhecer o Museu Oscar Niemeyer no outro dia com calma. Minha amiga me levou na Ópera de Arame.
Legal que do ônibus a gente acaba vendo os diversos grafites e painéis de artistas famosos como esse de Potty Lazarotto. Feito em azulejos, no Largo da Ordem, representando carroças de verduras, e as colonas italianas e polonesas.
Eles estão por toda a cidade e a enfeitam.
Centro cívico.
O Bosque Alemão foi feito em homenagem aos imigrantes alemães que chegaram aqui em 1833. O Oratório de Bach, na parte superior, é uma sala de concertos e exposições. É réplica de uma antiga igreja e tem uma imagem de Johann Sebastian Bach, um grande compositor alemão. Ao lado do oratório funciona, a partir de 13:30h uma pequena confeitaria Erika que serve doces típicos alemães. Daí tem a Torre dos Filósofos, com 15 metros de altura, de madeira, que acaba sendo um mirante com uma bela vista para a cidade. 
Descendo as escadarias da torre logo começa uma trilha no meio da mata onde se conta ao longo de algumas pequenas estações como página do livro, a história de João e Maria, escrita pelos irmãos Grimm
Tem também a casa da Bruxa que na verdade é um local para contar historias nos fins de semana. Tem WC e livros.

 No final da trilha tem uma reprodução em alvenaria de tijolos da fachada de uma casa de imigrantes alemães de 1870.
 O memorial da Imigração Polonesa foi criado em 1980, ano da visita de João Paulo II a Curitiba.
O Papa esteve nessa capelinha aí.

 As casas são de troncos falqueados de araucária e abrigam um acervo histórico. Não se pode fotografar por dentro. Numa delas tem uma exposição de presépios típicos muito diferentes e interessantes. São de vários andares e com muito brilho, verdadeiras mini catedrais.
 O Bosque do Papa é um museu ao ar livre, com casas do final do século XIX trazidas das antigas colônias polonesas, dos arredores da capital.  É composto por sete casas feitas de troncos encaixados.
Bem na entrada tem essa típica casa de chá polonesa, a 
A Kawiarnia Krakowiak.  
Com decoração bem característica e aconchegante, serve tortas maravilhosas. Servem almoço também.
Eu parei lá por causa dessa malvadeza aí, o chamado Doce do Papa ou Kremòwka. Pense numa delícia geladinha! Massa folhada finíssima, creme de nata e de baunilha. Imperdível!
Embora visto com certa reserva pelos próprios curitibanos, não poderia deixar de conhecer o Bairro de Santa Felicidade. Super turístico, mas e daí? 
O negócio lá é super animado, diversos restaurantes italianos enormes com as fachadas bem exageradas. 
O Madalosso, com uma história bem sucedida que começou em 1949 e acomoda quase 5 mil pessoas, pode? 
É o maior restaurante das Américas. Eles tem produção própria de verduras e vinhos.
 A loja deles é ótima!
Lá vi as pêssankas mais lindas feitas por uma artista de Pomerode, Silvana Pujol
Estava muito quente e acabei almoçando num japonês por quilo, o Malibu.
Outra atração local: vinículas e suas enormes lojas. 
Entrei na Vinhos Durigan. 
Impossível sair de lá sem alguma guloseima além de degustar algum suco ou vinho.
Na volta, fotografei do ônibus uma das atrações da Linha Turística, o Memorial Ucraniano que fica no Parque Tingui. É uma homenagem ao centenário da chegada dos pioneiros da etnia. Com cúpula de bronze, o Memorial é uma réplica da Igreja de São Miguel, na Serra do Tigre em Mallet. Lindo, né?
E desci no Parque Tanguá. Impressionante. Que privilégio ter um parque assim para passear, não é? 
Isso tudo faz parte do parque! E tem cachoeira! Não pude curtir muito porque a essas alturas já estava exausta mas fiquei impressionada.
Num outro dia minha amiga me levou até a Ópera de Arame. Ela foi construída em estrutura tubular e teto de policarbonato transparente. 
O projeto é do arquiteto Domingos Bongestabs, professor do departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFPR, o mesmo autor do projeto da Unilivre que é outra coisa linda de lá.
 A parte de fora é igualmente linda, uma moldura para essa obra tão delicada. Tem mata nativa, cascata e lago com carpas onde era uma antiga pedreira.
Daí tem o M.O.N, mas esse merece uma postagem a parte.


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