segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Conexão longa no aeroporto de Dallas


Acho essa uma boa dica. Numa ida ao Canadá tive que fazer uma escala de oito horas no Dallas Fort/Worth International Airport. Descobri um shuttlebus que faz o traslado por 5 dólares até uma cidadezinha muito simpática, daquelas do tempo dos cowboys. Antes, confira aqui no site do shuttlebus. Não tem mistério. Pegue a linha amarela. É só perguntar lá.
Não compraria com antecedência pois a gente nunca sabe se o voo vai atrasar mas tem vários horários de saída. O ônibus para em alguns hotéis nas redondezas para pegar outros passageiros então não se esqueça de calcular bem o tempo. 
Grapevine, Texas
Eu comprei a passagem na hora, no aeroporto mesmo, acho que no terminal D.  
O ônibus te deixa lá em Grapevine e avisa os horários da volta. Daí é só bater perna.
Grapevine, Texas
Grapevine começou por volta de 1843 quando um general americano se reuniu com dez chefes indígenas e fizeram um acordo de paz.
No ano seguinte começaram a chegar as famílias de colonos em suas carroças. O nome Grapevine veio de uma uva (wild mustang grape) que era muito abundante na região.
Wallis Hotel, Grapevine, Texas
O Wallis Hotel (1891) era o único da cidade e hospedava principalmente vendedores de implementos agrícolas. Tinha até um espaço de showroom para eles embaixo. Os donos moravam no andar de baixo, ao lado do salão de jantar. No andar de cima havia 20 quartos minúsculos onde só cabiam uma cama de solteiro de ferro, uma cadeira e uma pia. Duas carreiras de quartos não tinham nem janela. De acordo com o costume da época havia uma entrada separada para mulheres. O "Hotel de Tijolos" nunca foi muito rentável e acabou sendo fechado em 1926. Foi demolido no final de 1930 e o que restou dele foi usado para construir a nova Highway 26 para Fort Worth.
Wallis Hotel, Grapevine, Texas
Um caso interessante que ocorreu lá foi que num inverno andou sumindo lenha cortada do hotel. O filho do dono foi se aconselhar com um ferreiro que fez um furo num dos pedaços de lenha e encheu de pólvora. Falou para o rapaz colocar cuidadosamente o pedaço de lenha de volta na pilha. Na manhã seguinte ouviu-se uma explosão e puderam ver uma nuvem negra de fumaça saindo de uma das casas vizinhas. Nunca mais a pilha de lenha do hotel foi saqueada.
Enfim, lá por 1991 a comunidade começou a construir uma réplica fidelíssima do hotel no local onde podemos vê-lo hoje. Usaram como base documentos históricos, fotos antigas e depoimentos de descendentes de proprietários.
Log cabin in Grapevine, Texas.
Esse é um exemplo de moradia da época. A madeira foi toda talhada à mão. Ficava em outro lugar e foi relocada para essa área. Os americanos e os canadenses são muito bons nesse negócio de tirar uma casa histórica de um lugar e montar em outro. Fico impressionada com isso. Eu contei sobre a vila dos imigrantes da Ucrânia AQUI num outro post. Vale a pena dar uma olhada na beleza que é e também no incrível Heritage Park de Calgary.
Quilt americano
Na cama, o tradicional quilt americano, tapetinhos feitos com retalhos, crochet, macramê, muito interessante. Nada feito em série. 
 Nos faz pensar no verdadeiro sentido da palavra "essencial", ou minimalista, como dizem hoje.
Mais um quilt. Até que era bem espaçosa a cabana. Eu visitei um museu de quilt em Nova York e contei aqui.
Placa com as datas. 
E assim era a primeira cadeia de Grapevine. Também foi tirada de um lugar e trazida para a avenida principal. Já pensou? No inverno ou no verão devia ser um castigo. Fora o vexame!
Maior sino de vento do mundo
Segundo os locais, esse é o maior sino de vendo do mundo. 
Eu fiz esse passeio todo arrastando minha mala de mão! Agora que eu vi. Não sei onde eu estava com a ideia. Só sei que deu para eu passear, comer um belo de um hambúrguer e tomar uma Bloody Mary maravilhosa como só os americanos sabem fazer. A propósito, eu contei aqui o que fazer numa escala longa na Cidade do México.

Nenhum comentário: