Depois de passear por Silveiras e Areias, voltei 2 km até o portal de Areias e segui para Queluz.
Queria conhecer o Museu do Malba Tahan que meu filho tanto gostava quando pequeno. Todo mundo acha que ele é árabe, né? Ele escreveu o famoso "O Homem Que Calculava".
Enfim, o local estava fechado mas descobri umas coisinhas nesse meio tempo.
Malba Tahan (crente de Allah e de seu santo profeta Maomé) é o pseudônimo do escritor brasileiro Julio Cesar de Mello e Sousa.
Julio Cesar achou que os editores não investiriam num escritor brasileiro e então passou a estudar a cultura e língua árabes para que pudesse inventar a biografia do Malba Tahan. Seus contos então foram convincentes em termos de estilo, linguagem e ambientação. Até mesmo o tradutor do tal autor foi criado por ele.
Julio Cesar nasceu no Rio de Janeiro e passou a infância em Queluz. Formou-se em engenharia mas nunca exerceu. Desde criança tinha muita criatividade e inclusive tinha mania de criar sapos. Tinha uns 50!
O primeiro livro escrito como Malba Tahan, Contos de Malba Tahan, logo na primeira página, aparece a ilustração de um árabe (de turbante e longas barbas brancas) escrevendo.
Assim, durante muitos anos, o público acreditou que Malba Tahan fosse esse árabe de longas barbas brancas e turbante. Sucesso de vendas no Brasil, foi publicado pela primeira vez em 1939 e reeditado várias vezes - já chegou à sua 75ª edição. Lido por várias gerações, o livro, foi também traduzido para o espanhol, inglês, italiano, alemão, francês e catalão.
| Queluz |

| Museu de Malba Tahan |
Julio Cesar achou que os editores não investiriam num escritor brasileiro e então passou a estudar a cultura e língua árabes para que pudesse inventar a biografia do Malba Tahan. Seus contos então foram convincentes em termos de estilo, linguagem e ambientação. Até mesmo o tradutor do tal autor foi criado por ele.

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